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10 de Dezembro de 2024, 10h:49 - A | A

POLÍCIA / AMIGOS DO WT

Juiz solta comparsas de tesoureiro de facção

Emerson Ferreira Lima, Erisson Oliveira da Silveira e Michael Richard da Silva Almeida vão ter que usar tornozeleira eletrônica.

PJC

Os réus foram alvos da Operação Apito Final, deflagrada pela GCCO, em abril deste ano

Os réus foram alvos da Operação Apito Final, deflagrada pela GCCO, em abril deste ano

VANESSA MORENO
DO REPORTÉR MT



O juiz João Filho de Almeida Portela, 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, revogou a prisão preventiva dos comparsas do tesoureiro de uma facção criminosa, Paulo Witer Farias Paelo, mas conhecido como WT. São eles: Emerson Ferreira Lima, Erisson Oliveira da Silveira e Michael Richard da Silva Almeida, alvos da Operação Apito Final, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em abril deste ano.

A eles foram determinadas uma série de medidas cautelares, dentre elas, a obrigação de usar tornozeleira eletrônica pelo prazo de seis meses, podendo ser prorrogado, caso sejam registrados incidentes de violação do uso ou prática de novo delito.

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Emerson, Erisson e Michael são réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, proveniente do tráfico de drogas, para ser utilizado em comércios, aquisição de bens e no time de futebol amador, “Amigos do WT”. As investigações da GCCO, que duraram cerca de dois anos, apontaram que o grupo criminoso movimentou cerca de R$65 milhões.

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O esquema era liderado por WT, que continua preso.

Além de ter que usar a tornozeleira eletrônica, os réus soltos têm obrigação de comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades e de manter atualizado o endereço residencial. Eles também estão proibidos de se ausentar da Comarca sem prévia autorização do juízo e de manter contato e realizar transações bancárias com os outros 21 investigados.

Operação Apito Final

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apurou centenas de informações e análises financeiras que possibilitaram comprovar o esquema liderado por Paulo Witer para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Para isso, ele usou comparsas e familiares como testas de ferro na aquisição de bens móveis e imóveis para movimentar o capital ilícito e dar aparência legal às ações criminosas.

A operação foi deflagrada no dia 2 de abril deste ano, com a finalidade de descapitalizar a organização criminosa e cumprir 54 ordens judiciais, que resultaram na prisão de 20 alvos, entre eles o líder do grupo, identificado como tesoureiro da facção, além de responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do Jardim Florianópolis.

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