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07 de Dezembro de 2022, 17h:29 - A | A

POLÍCIA / MÁFIA DO PÓ

Investigadores, suplente de vereador e faxineira são alvos de Operação Efialtes

Desde 2015, o grupo furtou mais de 1 tonelada de cocaína e vendeu para traficantes.

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT



Cinco policiais civis e até mesmo faxineiras das delegacias de Cáceres (225 km de Cuiabá) estão entre os alvos da Operação Efialtes, que investiga uma quadrilha responsável pela violação de lacres e troca de drogas apreendidas na cidade. Desde 2015, o grupo furtou mais de 1 tonelada de cocaína.

Entre os alvos da operação estão: o suplente de vereador por Cáceres, Antônio Mamedes Pintos de Miranda (Republicanos), que está foragido, e os policiais Paulo Sérgio Alonso, Ariovaldo Marques de Aguiar, Sérgio Amancio da Cruz e Luismar Castrillon Ramos.

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Os agentes estavam lotados na 1° Delegacia de Cáceres e Delegacia Especial de Fronteira (Defron).

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Além deles, também foram alvos a faxineira do Cisc Maria Lúcia da Silva e sua filha, Ariane da Silva Almeida.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava em três grupos: o primeiro dos policiais e de seus auxiliares, para a substituição e furto das drogas apreendidas.

O segundo grupo era dos traficantes, compradores e responsáveis pelos transportes do entorpecente. E por fim, a dos responsáveis pela lavagem de dinheiro, seja pelas empresas ou por laranjas.

Investigações

O crime foi descoberto durante uma incineração, no dia 19 de abril, quando policiais constataram que lacres estavam violados. A partir de então um inquérito foi instaurado.

A equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e fez a análise de todo material e no laudo foi apontado que a droga apreendida, lacrada e armazenada na Defron havia sido substituída pelos tabletes de isopor, gesso e areia.

Os investigados não apenas fizeram a substituição da droga, mas utilizaram embalagem idêntica à da droga apreendida com o claro objetivo de confundir. Por exemplo, se a droga acondicionada tinha sido embalada com material de cor amarela, o tablete usado para substituí-la também era feito da mesma forma. A justiça determinou bloqueio de R$ 25 milhões em contas suspeitas.

Toda droga era levada para diversos estados. O levantamento apurou que os entorpecentes foram enviados para Uberlândia (MG), na conhecida como ‘rota caipira’ e para o Nordeste (Maranhão e Piauí), sendo utilizadas empresas para lavar o dinheiro nos estados de Tocantins (Palmas/Nova Rosalândia) e de Mato Grosso (Mirassol d’Oeste e Cáceres).

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