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08 de Agosto de 2026, 10h:02 - A | A

POLÍCIA / CONTRATO COM A OI

Gestora nega que pai de deputado federal seja cotista em fundos usados para esconder suposto desvio de R$ 308 milhões em MT

A declaração confronta especificamente a informação de que Fernando Robério, pai do deputado federal Fábio Garcia, seria cotista de três fundos de investimentos investigados pela PF.

Reprodução

O suposto desvio teria ocorrido em um contrato firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia OI.

O suposto desvio teria ocorrido em um contrato firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia OI.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A Qore Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários emitiu uma declaração, em 19 de fevereiro, afirmando que o empresário Fernando Robério de Borges Garcia, pai do deputado federal e vice-candidato a governador de Mato Grosso Fábio Garcia (União), não integra, direta ou indiretamente, o quadro de cotistas dos três fundos de investimento administrados pela instituição e que, nesta semana, foram alvos da Polícia Federal sob a suspeita de terem sido usados para esconder um suposto desvio de R$ 308 milhões dos cofres públicos do Estado, provenientes de um contrato firmado entre o governo estadual e a empresa de telefonia OI.

O documento foi assinado por Nileide Abreu e Edson Takeshi Konda Nakamura, representantes da Qore. A certificação eletrônica registra ainda que a integridade da declaração foi validada pelo padrão ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira), sistema oficial do Governo Federal que garante a segurança, a autenticidade e a validade jurídica de certificados digitais e assinaturas eletrônicas no país.

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A declaração confronta especificamente a informação de que Fernando Robério teria participação como cotista na Royal Capital FIDC, Lotte Word FIDC e Coliseu FIC FIDC, citados nas investigações da PF. O documento, porém, não trata de eventuais relações comerciais, financeiras ou negociais que o empresário possa ter mantido com outros fundos, empresas ou pessoas investigadas.

Operação Heritage

Os três fundos aparecem junto de outros 12 no contexto da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (6), para investigar suspeitas de crimes relacionados ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso, na gestão do ex-governador Mauro Mendes, e a empresa de telefonia Oi.

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A investigação apura a possível utilização de estruturas financeiras, incluindo fundos de investimento, para movimentar e ocultar parte dos recursos envolvidos na operação. Ao todo, a PF cumpriu mandados e outras medidas cautelares contra dezenas de alvos em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Ao todo, foram 31 alvos na operação. Entre os principais estão o ex-governador Mauro Mendes e a esposa dele, Virginia Mendes; o deputado federal Fábio Garcia e a irmã dele, a subprocuradora-geral da PGE Fabíola Paulino Garcia; o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda e o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Ricardo Gomes de Almeida, que teve o passaporte apreendido.

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A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e apura, entre outros crimes, suspeitas de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

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