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07 de Dezembro de 2022, 11h:48 - A | A

POLÍCIA / ROMBO DE R$ 300 MILHÕES

Gaeco fecha cerco e prende quadrilha especializada em fraudar licitações

De acordo com o Ministério Público, 12 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira (07) em Goiás e no Tocantins.

ANDREINA GONÇALVES
REDAÇÃO G5



O Ministério Público de Goiás deflagrou, na manhã desta quarta-feira (07), a segunda fase da Operação Limpeza Geral com o objetivo de desarticular crimes que envolvem a administração pública. Ao todo foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, 50 de busca e apreensão, em pelos 16 municípios de Goiás e um no Tocantins.

As investigações foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), sobre a organização criminosa acusada de fraude em licitações, desvio de recurso público, lavagem de dinheiro e outros crimes.

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O prejuízo foi de mais de R$ 300 milhões.

Os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Nerópolis, Leopoldo de Bulhões, Campo Limpo de Goiás, Silvânia, Pirenópolis, Luziânia, Iporá, Rubiataba, Araguapaz, Uruaçu, Campos Verdes, Crixás, em Goiás e Palmas, em Tocantins.

Também foi determinado pela juíza titular da Vara Especializada o bloqueio de bens no valor de R$ 172,1 milhões em relação a 26 investigados e 21 empresas.

As ações foram deferidas pela 1ª Vara dos Feitos Relativos à Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores e cumpridas com o apoio da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal e do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.

Como a organização criminosa funcionava

Os acusados criaram várias empresas em nomes de “laranjas” e eram usados para simular concorrências nos processos de licitação. Durante as investigações foi identificado indícios de fraude em 34 municípios goianos.

As empresas não tinham estrutura, mas possuíam um grande rol de atividades em seus contratos sociais, o que facilitava o uso em contratações públicas envolvendo diversos objetos: locação de equipamentos e estruturas para shows e eventos, cantores sertanejos e afins, fornecimento de mão de obra (pedreiro, pintor, servente etc.), serviços de limpeza, locação de veículos, e até materiais higiênicos e hospitalares destinados ao combate da COVID-19, entre outros.

Além das fraudes dos certames, existem indícios de que os acusados da organização criminosa, que tinham até agentes públicos, forjavam a contratação direta (sem licitação) das empresas para viabilizar desvios de recursos públicos, por serviços ou bens que não eram executados ou entregues.

A operação contou com 30 promotores de Justiça, 23 delegados de Polícia, 65 agentes policiais e 100 policiais militares, além de servidores do MPGO e integrantes da Polícia Penal e do Corpo de Bombeiros de Goiás.

Veja lista dos 34 municípios nos quais foram identificados indicios de fraudes nas licitações:

Alto Horizonte
Amorinópolis
Anápolis
Araguapaz
Cachoeira de Goiás
Campo Limpo
Corumbá de Goiás
Cristalina
Crixás
Formosa
Goianésia
Hidrolândia
Itauçu
Jaraguá
Leopoldo de Bulhões
Luziânia
Mutunópolis
Nova Crixás
Nova Iguaçu
Novo Gama
Ouro Verde
Palmeira de Goiás
Pilar de Goiás
Pirenópolis
Rianápolis
Rio Verde
Rubiataba
Santa Helena de Goiás
Santa Terezinha de Goiás
Santo Antônio do Descoberto
São Luís de Montes Belos
Senador Canedo
Uruaçu
Uruana

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