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22 de Outubro de 2026

21 de Abril de 2024, 17h:05 - A | A

POLÍCIA / TRAUMA CRANIANO

Familiares de bebê de 5 meses morto organizam protesto em frente à creche Espaço Criança Feliz

À polícia, funcionários da creche alegaram que Vicente pode ter morrido após se engasgar com leite. Porém, o atestado de óbito aponta que o menino teve um traumatismo craniano.

Reprodução

Vicente Camargo estava matriculado há uma semana na creche, localizada no bairro Marajoara.

Vicente Camargo estava matriculado há uma semana na creche, localizada no bairro Marajoara.

FERNANDA ESCOUTO
REPÓRTERMT



Familiares de Vicente Camargo, o menino de 5 meses que morreu na última quarta-feira (17), na creche Espaço Criança Feliz, irão realizar um protesto, em frente ao berçário, na próxima segunda-feira (22), às 13h, em busca de justiça.

À polícia, funcionários da creche alegaram que Vicente pode ter morrido após se engasgar com leite. Porém, o atestado de óbito aponta que o menino teve um traumatismo craniano.

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Vicente estava matriculado há uma semana na creche, localizada no bairro Marajoara.

Familiares falam que naquela quarta-feira, a creche ligou para Karine dizendo que o menino tinha passado mal e teria sido levado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande.

Porém, logo depois, a dona da escolinha disse que teve um equívoco e tinha levado Vicente ao Hospital Santa Rita, local onde Karine e o pai de Vicente trabalham.

Inclusive, uma prima de Karine relatou ao Repórter MT, que o pai de Vicente foi um dos médicos que o recebeu na unidade de saúde. Entretanto, o bebê já teria chegado morto.

Sem autorização

A creche Espaço Criança Feliz não tinha autorização para funcionar. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Prefeitura da cidade.

A creche chegou a ser notificada em 5 de fevereiro deste ano, após ser alvo de denúncia de agressão contra um dos alunos, de que teria 40 dias para dar início ao processo de credenciamento e autorização de funcionamento junto à Secretaria Municipal de Educação.

O documento deixava claro que, caso o prazo fosse extrapolado, o caso seria encaminhado para o Ministério Público Estadual e para o

Conselho Tutelar para as providências cabíveis.

O Corpo de Bombeiros também disse que também não expediu alvará para a unidade de ensino.

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