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13 de Outubro de 2026, 13h:30 - A | A

POLÍCIA / GRUPO DE EXTERMÍNIO

Mercenários são condenados a mais de 71 anos por assassinato em VG

Segundo o Ministério Público, os condenados integravam um grupo que escolhia pessoas para executar sob o pretexto de promover uma "limpeza social".

Vanessa Moreno/RepórterMT

Jurados reconheceram a atuação dos condenados em grupo de extermínio.

Jurados reconheceram a atuação dos condenados em grupo de extermínio.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva, apontados como integrantes de um grupo de extermínio que atuava na região metropolitana de Cuiabá, foram condenados a penas que somam 71 anos e 9 meses de prisão. O julgamento ocorreu na última quinta-feira (8), pelo Tribunal do Júri, por um ataque a tiros que deixou um homem morto e outras duas vítimas em Várzea Grande.

Claudiomar foi condenado a 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Jefferson recebeu pena de 33 anos e 3 meses. Ambos deverão cumprir as condenações inicialmente em regime fechado.

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O crime ocorreu na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente a um ponto de mototáxi no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As vítimas Fábio José Brandão da Silva, Edivaldo Henrique Pereira Mendes e Wanderson Diego Pereira Laranja estavam reunidas quando foram surpreendidas pelos atiradores.

Fábio morreu no local. Edivaldo foi atingido por disparos nas costas, mas sobreviveu após receber atendimento médico. Já Wanderson conseguiu escapar dos tiros ao fugir durante o ataque.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os condenados participaram do planejamento e da execução do crime. Jefferson teria fornecido o veículo utilizado pelos atiradores, enquanto Claudiomar disponibilizou a pistola usada no ataque.

As investigações apontaram que a dupla integrava uma organização criminosa que funcionava como uma espécie de "tribunal do crime". O grupo escolhia pessoas que considerava envolvidas em atividades ilícitas e determinava suas execuções.

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Conforme a denúncia, os ataques eram motivados por vingança e justificados pelos integrantes como uma forma de promover uma "limpeza social".

Durante o julgamento, os jurados reconheceram que os crimes foram cometidos por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Também foi reconhecida a atuação dos acusados em grupo de extermínio, circunstância que resultou no aumento das penas.

Claudiomar e Jefferson foram condenados pelo homicídio qualificado de Fábio e pelas tentativas de homicídio qualificado contra Edivaldo e Wanderson.

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