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Delegado Nilson Farias é responsável pelas primeiras investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri.
EDUARDA FERNANDES
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O delegado Nilson Farias, responsável pelas primeiras investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri, afirmou hoje (29), durante o Tribunal do Júri, que apreendeu no escritório do coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, em Belo Horizonte (MG), uma lista que indicava valores para execuções de autoridades.
Caçadini é um dos três réus julgados pela morte de Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023, em frente ao próprio escritório, em Cuiabá.
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Segundo Nilson, o material foi encontrado em uma sala utilizada por Caçadini no segundo andar de um imóvel na capital mineira. As anotações faziam referência ao chamado “Comando C4 – Caça Comunistas” e continham valores que, segundo a interpretação apresentada pelo delegado aos jurados, indicariam preços atribuídos à morte de diferentes pessoas e autoridades.
A existência da tabela já havia sido revelada anteriormente durante as investigações. Os valores encontrados nas anotações variavam conforme o perfil do possível alvo e chegavam a R$ 250 mil para ministros e integrantes do Judiciário.
No depoimento desta terça, porém, Nilson detalhou aos jurados onde o material teria sido apreendido e relacionou as anotações à estrutura encontrada no escritório de Caçadini.
O delegado classificou o grupo como de caráter agressivo e voltado à execução de pessoas. Segundo ele, além da tabela, havia referências à aquisição de armas de fogo e fuzis e a um projeto que misturava objetivos políticos com ações violentas.
Nilson afirmou ainda que os indícios levantados pela investigação apontavam que os números anotados poderiam representar valores estipulados para a morte de autoridades.
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Caçadini é acusado pelo Ministério Público de integrar a cadeia responsável pela execução de Zampieri. Também estão sendo julgados Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de participar da logística do crime e de fornecer a arma utilizada no homicídio.
O julgamento ocorre no Fórum de Cuiabá e é acompanhado pelo RepórterMT.













