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29 de Setembro de 2026

29 de Setembro de 2026, 14h:22 - A | A

POLÍCIA / CASO ZAMPIERI

Delegado apreendeu no escritório de Caçadini lista que cobrava até R$ 250 mil para matar autoridades

Nilson Farias afirmou no júri de Roberto Zampieri que material foi localizado no escritório do coronel em Belo Horizonte

Reprodução

Delegado Nilson Farias é responsável pelas primeiras investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri.

Delegado Nilson Farias é responsável pelas primeiras investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri.

EDUARDA FERNANDES
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O delegado Nilson Farias, responsável pelas primeiras investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri, afirmou hoje (29), durante o Tribunal do Júri, que apreendeu no escritório do coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, em Belo Horizonte (MG), uma lista que indicava valores para execuções de autoridades.

Caçadini é um dos três réus julgados pela morte de Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023, em frente ao próprio escritório, em Cuiabá.

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Segundo Nilson, o material foi encontrado em uma sala utilizada por Caçadini no segundo andar de um imóvel na capital mineira. As anotações faziam referência ao chamado “Comando C4 – Caça Comunistas” e continham valores que, segundo a interpretação apresentada pelo delegado aos jurados, indicariam preços atribuídos à morte de diferentes pessoas e autoridades.

A existência da tabela já havia sido revelada anteriormente durante as investigações. Os valores encontrados nas anotações variavam conforme o perfil do possível alvo e chegavam a R$ 250 mil para ministros e integrantes do Judiciário.

Leia mais - Grupo que matou Zampieri cobrava R$ 250 mil para matar ministros do STF; gente comum morria por R$ 50 mil

No depoimento desta terça, porém, Nilson detalhou aos jurados onde o material teria sido apreendido e relacionou as anotações à estrutura encontrada no escritório de Caçadini.

O delegado classificou o grupo como de caráter agressivo e voltado à execução de pessoas. Segundo ele, além da tabela, havia referências à aquisição de armas de fogo e fuzis e a um projeto que misturava objetivos políticos com ações violentas.

Nilson afirmou ainda que os indícios levantados pela investigação apontavam que os números anotados poderiam representar valores estipulados para a morte de autoridades.

Leia mais - Ministério Público espera pena de 30 anos para assassinos do advogado Roberto Zampieri

Caçadini é acusado pelo Ministério Público de integrar a cadeia responsável pela execução de Zampieri. Também estão sendo julgados Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de participar da logística do crime e de fornecer a arma utilizada no homicídio.

O julgamento ocorre no Fórum de Cuiabá e é acompanhado pelo RepórterMT.

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