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28 de Julho de 2026, 19h:15 - A | A

POLÍCIA / FOTOS NO CELULAR

Delegado aponta imagens que podem conectar coronel ao suposto mandante da morte de Zampieri

Em depoimento no Tribunal do Júri, delegado Nilson Farias afirmou que registros telefônicos e arquivos encontrados no celular de Caçadini reforçaram a investigação sobre a atuação do suposto mandante do assassinato.

Josi Dias/TJMT

O Delegado Nilson Farias é o responsável pela investigação do assassinato.

O Delegado Nilson Farias é o responsável pela investigação do assassinato.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O delegado Nilson Farias, responsável pela investigação do assassinato do advogado Roberto Zampieri, afirmou hoje (28), durante o Tribunal do Júri, em Cuiabá, que registros telefônicos indicaram contatos entre o coronel Etevaldo Luiz Caçadini Devargas, o acusado de executar o crime e o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, apontado como possível mandante.

“Antes do homicídio, o Caçadini ligou para o Antônio e, logo após o homicídio, ele liga para o Aníbal”, declarou o policial.

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Segundo Nilson, a ligação levou os investigadores a pesquisarem o nome de Aníbal. A apuração identificou uma disputa judicial envolvendo Zampieri e uma fazenda avaliada em R$ 100 milhões.

“Eu falei: ‘Opa, vamos verificar’. Foi quando fiz a pesquisa no PJe e verifiquei que existia uma disputa de terra. Aí começamos a trabalhar essa situação do mandante”, relatou.

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O delegado afirmou que Zampieri protocolou um pedido de produção de provas nesse processo em 9 de outubro. No mesmo dia, conforme a investigação, foi feita, no celular de Caçadini, uma pesquisa pelo endereço do escritório do advogado.

“Foi esse dia que o estopim de tudo. Quando o Zampieri entra com uma apresentação de provas e fala: ‘Eu tenho aqui como provar o que estou alegando’, ali começa toda uma análise de cometer o homicídio”, disse.

Nilson também relatou que o aparelho continha fotografias da vítima na cena do crime, trechos do processo cível envolvendo Aníbal e informações sobre a passagem aérea de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como intermediário entre os supostos mandantes e o executor.

“Foi identificada fotografia da cena do crime, da vítima morta. Foram identificadas partes do processo cível do Aníbal também”, afirmou.

Questionado se Caçadini explicou a presença dos materiais no telefone, o delegado disse que o coronel chegou a prestar esclarecimentos durante o interrogatório, mas depois exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Antônio Gomes da Silva, Caçadini e Hedilerson são julgados por homicídio triplamente qualificado. Conforme a denúncia do Ministério Público, Antônio teria efetuado os disparos, Caçadini oferecido uma recompensa de R$ 40 mil e Hedilerson intermediado o contato entre o suposto mandante e o executor.

Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, quando chegava ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

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