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17 de Maio de 2024, 09h:30 - A | A

POLÍCIA / PRESO EM OPERAÇÃO

Delegado acusado de liderar "gabinete do crime" é indiciado por corrupção e associação criminosa

Ele cobrava aluguel de criminosos presos e recebia propina para liberação de itens apreendidos, em Peixoto de Azevedo.

Reprodução/Instagram

Geordan Antunes Fontenelle foi indiciado pela Polícia Civil por corrupção passiva, associação criminosa, falsidade ideológica.

Geordan Antunes Fontenelle foi indiciado pela Polícia Civil por corrupção passiva, associação criminosa, falsidade ideológica.

THIAGO STOFEL
REPÓRTERMT



O delegado Geordan Antunes Fontenelle foi indiciado pela Polícia Civil por corrupção passiva, associação criminosa, falsidade ideológica. O policial foi preso na “Operação Diaphtora” por conta de um esquema de corrupção em que ele cobrava aluguel de criminosos presos e recebia propina para liberação de itens apreendidos, em Peixoto de Azevedo.

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Para "hospedar" os presos em uma "cela especial", que, na verdade, são os alojamentos exclusivos que a delegacia oferece para policiais plantonistas, o delegado cobrava R$ 10 mil a "diária".

O delegado também cobrava uma taxa para que os criminosos pudessem ser liberados sob fiança. A 'fiança particular' custava R$ 10 mil, sendo que o preso deveria pagar R$ 1 mil antes de ser solto e o restante poderia ser quitado após sua saída.

Também era possível obter a liberação de itens apreendidos. O delegado cobrou R$ 15 mil para liberar uma Ford Ranger, veículo utilizado para aplicar golpes.

Além disso, todos os meses, Giordan recebia R$ 2 mil de uma cooperativa instalada no município para dificultar a chegada da Operação Hermes II, que tem como objetivo reprimir crimes contra o meio ambiente, especialmente o comércio e uso ilegal de mercúrio.

Documento ao qual o RepórterMT teve acesso, mostra trecho da conversa de Giordan com o investigado da Polícia Civil, Marcos Paulo Angeli — também alvo da Operação Diaphthora, o delegado demonstra medo de perder a renda "extra" devido à intervenção da Polícia Federal e Ibama na Operação Hermes II.

"Atingiu até nós, tá vendo?", diz o investigador, ao que Giordan responde "Recebe dois mil da cooperativa. “Da onde você acha que vem esse café?". Marcos questiona e o investigador retruca "ou tudo é de graça?".

Preso em operação

A “Operação Diaphthora” cumpriu de 12 mandados judiciais para apurar um esquema criminoso liderado por Geordan Fontenelle, um investigador de polícia, um advogado e garimpeiros. Contra a autoridade policial foi cumprido um mandado de prisão.

Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”.

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Paulo 17/05/2024

Vai dar em nada.....terminará em pizza cono e de sempre. Se fosse Investigador ou Escrivão já estava exonerado.

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1 comentários