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25 de Outubro de 2022, 14h:22 - A | A

POLÍCIA / CASO TONI FLOR

Corregedoria da PJC investiga se policial repassou informações para empresária que mandou matar o marido

O trabalho é realizado para identificar o servidor que teria recebido propina para repassar informações sobre uma investigação na DHPP.

Reprodução / Luzia Araújo / Leiagora

Ana Cláudia foi presa no dia 19 após ser apontada como mandante da morte do marido Toni Flor

Ana Cláudia foi presa no dia 19 após ser apontada como mandante da morte do marido Toni Flor

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



A Corregedoria Geral da Polícia Civil instaurou uma investigação para apurar quem seria o investigador da instituição, que supostamente teria fornecido informações sobre o inquérito que apurou a morte do empresário Toni Flor, em Cuiabá.

A esposa da vítima, a empresária Ana Cláudia Flor, foi condenada na semana passada, a 18 anos de prisão em regime fechado por encomendar a morte do companheiro pela quantia de R$ 60 mil.

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Toni foi morto com cinco tiros no dia 11 de agosto de 2020, quando chegava em uma academia do bairro Santa Marta, na Capital.

Durante as investigações do crime, realizadas pelo delegado Marcel Gomes de Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi encontrada uma conversa sobre o suposto crime de corrupção.

Na conversa extraída de uma interceptação telefônica, Ana Cláudia afirmou que pagou R$ 4.500 para ter informações privilegiadas a um investigador da especializada. Na época, o atirador Igor Espinosa tinha acabado de ser preso.

Diante da suspeita, o delegado encaminhou o inquérito para a corregedoria, que passa a apurar a denúncia.

Caso seja comprovada essa suspeita, Ana Cláudia poderá responder por corrupção ativa, e o policial, por corrupção passiva.

Relembre o caso

Na investigação, foi apontado que a mulher tinha interesse em ficar com os bens do casal, tendo em vista que Toni, dias antes de ser morto, manifestou interesse na separação.

O casal estava junto há 15 anos e tinham três filhas.

Em audiência de Júri Popular, ela foi condenada pelo crime de homicídio qualificado do companheiro, pegando uma pena de 18 anos de prisão. Ela já está presa há pouco mais de um ano na Penitenciária Feminina “Ana Maria do Couto May”.

Os demais envolvidos na ação criminosa ainda serão julgados.

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