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08 de Julho de 2026, 11h:58 - A | A

POLÍCIA / FORA DAS QUATRO LINHAS

Argentina avança na Copa, mas federação cai na mira do FBI por fraude milionária

Investigadores americanos apuram movimentações milionárias ligadas à AFA e a uma empresa responsável por contratos comerciais da entidade no exterior.

Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images

Presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, está no centro de investigação sobre movimentações financeiras da federação argentina nos Estados Unidos.

Presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, está no centro de investigação sobre movimentações financeiras da federação argentina nos Estados Unidos.

DO REPÓRTERMT



A Associação de Futebol Argentino (AFA), entidade que comanda a seleção argentina, entrou na mira do FBI em meio à Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos. A investigação apura suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro envolvendo operações financeiras realizadas no sistema bancário americano.

Segundo o jornal argentino La Nación, citado pelo Metrópoles, investigadores dos Estados Unidos querem entender como a AFA, presidida por Claudio “Chiqui” Tapia, movimentou centenas de milhões de dólares por meio de bancos norte-americanos. A suspeita é de que parte dessas transações possa configurar crimes sob jurisdição dos EUA.

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A apuração também mira a empresa TourProdEnter LLC, ligada ao produtor teatral Javier Faroni. A companhia teria atuado como responsável pela cobrança de contratos comerciais da AFA no exterior e administrado pelo menos US$ 260 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão.

De acordo com as informações divulgadas, os investigadores analisam o fluxo de dinheiro movimentado pela empresa e por pessoas ligadas a ela. Parte dos valores teria sido repassada a empresas e beneficiários sem justificativa econômica clara na documentação analisada pelo jornal argentino.

O FBI já ouviu o empresário Guillermo Tofoni, que teria conhecimento sobre operações comerciais da entidade. Os investigadores buscam testemunhas que possam detalhar a atuação da gestão de Tapia e de Pablo Toviggino à frente da AFA.

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos também avalia chamar ex-integrantes do governo de Javier Milei para depor, caso tenham tido acesso a informações sigilosas sobre a federação argentina.

A investigação é conduzida por procuradores federais americanos e ocorre justamente enquanto a seleção argentina disputa a Copa. A AFA ainda não foi formalmente acusada, e o caso segue em fase de apuração.

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