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25 de Setembro de 2026

14 de Agosto de 2025, 07h:00 - A | A

POLÍCIA / DESVIO DE R$ 21 MILHÕES

Advogado diz que emprestou assinatura digital para amigo acessar processos usados em golpe; polícia contesta versão

O advogado alegou não ter conhecimento dos processos cíveis em que os golpes foram aplicados

Victor Ostetti

Advogado Rodrigo Marinho foi um dos alvos da operação Sepulcro Caiado

Advogado Rodrigo Marinho foi um dos alvos da operação Sepulcro Caiado

DO REPÓRTERMT



O advogado Rodrigo Moreira Marinho, alvo da Operação Sepulcro Caiado, disse à Polícia Civil que apenas emprestou seu token digital e senha a um amigo de infância, mas investigadores afirmam que ele atuou diretamente nos golpes que desviaram mais de R$ 21 milhões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

Em depoimento, o advogado alegou ter emprestado seu token digital, dispositivo usado para assinatura eletrônica, ao também investigado Wagner Vasconcelos de Moraes, seu amigo de infância. Segundo Rodrigo, os dois retomaram contato durante a pandemia e, para evitar perda de prazos processuais, ele forneceu o dispositivo junto com a senha. O advogado alegou não ter conhecimento dos processos cíveis em que os golpes foram aplicados, afirmando atuar apenas na área criminal.

Para a polícia, essa versão não se sustenta. O relatório aponta que Rodrigo figurava como procurador constituído em processos de execução e atuava de forma contrária ao que declarou.

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“A alegação de que tomou conhecimento de apenas um processo e não se aprofundou por entender tratar-se de matéria cível demonstra, quando muito, deliberada cegueira quanto às atividades criminosas das quais participava, não podendo servir de barreira para afastar sua responsabilização penal”, destaca o documento.

As investigações mostram que, em um dos casos, Rodrigo representou simultaneamente as duas partes. A vítima disse não conhecê-lo nem ter concedido procuração. Judicialmente interditada desde 2013, teve seu nome usado nos golpes.

De acordo com a apuração, o esquema funcionava da seguinte forma: João Gustavo Ricci Volpato, apontado como líder, e familiares ajuizavam ações de execução com documentos falsos. Advogados do grupo representavam as partes com procurações também falsas, enquanto servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), especialmente Mauro Ferreira Filho, produziam planilhas fraudulentas simulando depósitos na Conta Única do órgão. Isso permitia a emissão de alvarás judiciais para levantar valores indevidamente.

O grupo ainda apresentava comprovantes de pagamento forjados. Em alguns casos, Mauro Ferreira inseria dados nas planilhas antes mesmo de haver requerimento formal nos processos. Apenas nos 17 processos identificados inicialmente, o prejuízo supera R$ 11 milhões, mas a estimativa da polícia é que o rombo ultrapasse R$ 21 milhões.

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Todos os envolvidos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato, patrocínio infiel e lavagem de capitais. O indiciamento, assinado pelo delegado Pablo Carneiro, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, foi concluído na sexta-feira (8) e encaminhado ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva, que decidirá sobre o recebimento.

Rodrigo chegou a ser preso na operação, mas foi solto dias depois por decisão do ministro Gilmar Mendes, sob medidas cautelares.

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Juca 14/08/2025

Kkkkkk eu também fui para o planeta Marte kkkkkkk se acredita?

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1 comentários