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O promotor de Justiça Mauro Zaque denunciou o suposto esquema de escutas telefônicas clandestinas.
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Em depoimento no inquérito que apura o sistema de escutas telefônicas clandestinas, operado pela Polícia Militar, na quarta-feira (5), o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira Júnior, relatou a insistência do então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, para que ele, que então secretário da Casa Militar e para que o coronel Zaqueu Barbosa, então comandante-geral da Polícia Militar, deixassem seus cargos, sob a ameaça de serem demitidos.
Segundo o coronel Siqueira, ele foi chamado por Zaque e recebido no saguão do prédio onde ele morava. Na ocasião, o promotor teria dito a ele que o governador Pedro Taques (PSDB)
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“Vocês fizeram merda no Governo. Vocês interceptaram deputados, jornalistas e advogados e o governador está muito aborrecido e irá exonerar você, o coronel Zaqueu, Paulo Taques (Casa Civil) e o coronel Lesco", teria dito Zaque
estava aborrecido por saber das escutas clandestinas e era melhor que ele e Zaqueu entregassem os cargos e “estaria tudo esquecido”.
“Vocês fizeram merda no Governo. Vocês interceptaram deputados, jornalistas e advogados e o governador está muito aborrecido e irá exonerar você, o coronel Zaqueu, Paulo Taques (Casa Civil) e o coronel Lesco ( então adjunto de segurança do governador”, teria afirmado Mauro Zaque.
O coronel Siqueira relatou que a todo momento tinha a impressão de que havia uma escuta instalada no local.
Zaqueu também se juntou a eles logo em seguida, pressionado ele teria afirmado que as ações estavam ocorrendo e com o conhecimento do secretário-adjunto Fábio Galindo, e Mauro Zaque teria voltado a insistir para que ambos deixassem seus cargos.
Siqueira disse que imediatamente recusou a “proposta” e afirmou que não sairia “pela porta dos fundos”.
“Disse que tinha sido agraciado com uma promoção ao último posto e disse que somente sairia dali para casa, para a cadeia, ou para o buraco; que cargo de secretário chefe da Casa Militar é de livre nomeação e exoneração do governador e do mesmo jeito que entrou sairá pela porta da frente; que disse eu quero ser investigado”, destaca trecho do depoimento.
Ainda no depoimento, o coronel Siqueira avaliou que as denúncias em seu desfavor estão ocorrendo por três motivos: chantagem por parte do promotor Mauro Zaque que pediu seu cargo, por interesse político escuso e por vingança a partir do momento em que os fatos tiveram divulgação nacional.
O caso
O caso das escutas telefônicas clandestinas que teriam tido políticos, advogados, jornalistas e agentes públicos, a partir de uma investigação de suposta rede de tráfico internacional, foi denunciado à Procuradoria Geral da República pelo promotor Mauro Zaque e se tornou o maior escândalo do governo Pedro Taques.
O coronel Zaqueu Barbosa está preso desde o dia 23 de maio, por ser apontado como o mandante do sistema ilegal.
Também foi preso o coronel Evandro Lesco, secretário da Casa Militar, no dia 23 de junho, acusado de participação na ação.















Bond 06/07/2017
O mauro zaque, tá fazendo essa baderna toda , pois ele quer se candidatar a deputado nas próximas eleições! Não é mesmo seu mauro zaque.
1 comentários