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11 de Agosto de 2018, 10h:00 - A | A

PODERES / CPI DOS GRAMPOS

Wilson: 'Não fui malandro com Janaina, só usei conhecimento'

Deputado, que é vice-líder do Governo e apresentou requerimento para abertura de CPI antes da oposição.

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Deputado Wilson Santos apresentou requerimento de CPI antes da deputada Janaína Riva e diz ter preferência para abertura da comissão.

Deputado Wilson Santos apresentou requerimento de CPI antes da deputada Janaína Riva e diz ter preferência para abertura da comissão.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) negou que tenha utilizado de “malandragem” contra a tentativa de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos na Assembleia Legislativa. A acusação foi feita pela deputada Janaína Riva (MDB), líder da oposição, que vinha articulando assinaturas para a abertura da CPI com o objetivo de investigar o governador Pedro Taques (PSDB).

“A deputada disse que eu usei de malandragem, mas na verdade eu usei de conhecimento. Conhecimento do regimento interno, da Constituição do Estado. Porque a oposição anunciou há duas semanas que iria apresentar, que iria fazer isto, que tinha aquilo, mas nunca apresentou, ficou só o discurso. E nós, em uma demonstração de que não temos nenhum receio, colhemos 11 assinaturas”, disse Wilson à Rádio Capital FM.

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“A deputada disse que eu usei de malandragem, mas na verdade eu usei de conhecimento. Conhecimento do regimento interno, da Constituição do Estado", disse Wilson.

A manobra foi feita durante a sessão de terça-feira (07). Antes que a oposição apresentasse o requerimento da CPI dos grampos, Wilson, que é vice-líder do Governo, apresentou outra proposta. O documento apresentado por Wilson prevê a investigação de possíveis grampos durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (à época no MDB).

A deputada afirmou que quando a proposta foi apresentada pelo tucano não havia qualquer assinatura no papel. Janaína apresentou seu requerimento depois, com assinaturas de 10 deputados. 

Antes que seja instalada a nova CPI, uma outra ainda aberta na Assembleia deverá ser encerrada, já que o regimento prevê que apenas três podem funcionar ao mesmo tempo. A escolha deve ser pelo arquivamento da CPI do Ministério Público, que extrapolou o prazo previsto. O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM), dever decidir a questão a partir de um parecer da Procuradoria Geral do Legislativo.

“A Procuradoria da Casa e a Consultoria Geral da Mesa Diretora não poderão ir contra o regimento. E o regimento diz claro: para se instalar a quarta CPI, tem que ter 16 [assinaturas]. Nenhum dos dois requerimentos tem. Isso não acontecendo, vale o requerimento que cronologicamente foi o primeiro a ser apresentado. Eu tenho segurança, eu fui o primeiro a apresentar”, disse Wilson.

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