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05 de Fevereiro de 2020, 19h:05 - A | A

PODERES / DENÚNCIA DE SERVIDORA

Vereadores prestam depoimentos sobre suposta armação contra Emanuel; prefeito será ouvido neste mês

O prefeito Emanuel Pinheiro vai escolher a data, depois do dia 10 de fevereiro, para ser ouvido sobre o caso na Polícia Civil.

RepórterMT/Reprodução

Ricardo Saad (à esquerda), Juca do Guaraná (centro) e Chico 2000.

Ricardo Saad (à esquerda), Juca do Guaraná (centro) e Chico 2000.

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



Três vereadores de Cuiabá prestaram depoimento na última semana à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) sobre a denúncia feita pela servidora do Hospital São Benedito Elizabete Maira de Almeida contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) sobre a suposta compra de votos para cassar o mandato do vereador de oposição, Abílio Júnior (PSC), que é alvo de processo na Comissão de Ética na Câmara.

O prefeito também foi intimado pela Polícia Civil para depor. Ele deve escolher uma data após o dia 10 de fevereiro para ser ouvido pelo delegado responsável pelas investigações, José Ricardo Garcia Bruno.

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Ao , os parlamentares Jucá do Guaraná (Avante), Ricardo Saad (PSDB) e Chico 2000 (PL) confirmaram que estiveram na delegacia.

Em novembro de 2019, Elizabete denunciou um suposto esquema de compra de votos entre o prefeito e vereadores para cassar o mandato de Abílio Júnior. O fato teria ocorrido durante uma festa na casa do vereador Jucá do Guaraná, no condomínio Belvedere.

No entanto, a servidora teria admitido em depoimento na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), no início de janeiro, que teria participado de uma armação contra o prefeito.

Ela teria contado com o apoio do vereador Abílio Júnior e advogados. Eles teriam, segundo a servidora, se encontrados num hotel um dia antes dela realizar a denúncia contra Emanuel. O advogado de Elizabete, Emerson Marques, confirmou o depoimento dela na Defaz, mas não comentou sobre as declarações devido às investigações ocorrerem em segredo.

Medidas judiciais

Ao ficar sabendo do depoimento desmentindo o caso, o prefeito Emanuel Pinheiro chamou a servidora de “farsante criminosa” e “psicopata”. O emedebista classificou o ato cometido por ela como criminoso, perverso e de pura maldade.

Ele comentou que seus advogados estão tomando medidas cabíveis e afirmou que vai recorrer à Justiça “porque isso ai não vai ficar impune”.

O prefeito falou ainda que já pediu para que a Procuradoria Municipal de Cuiabá (PGM) fizesse um parecer sobre a situação dela e descobriu, extrajudicialmente, que o contrato de Elizabete já expirou e, por isso, será exonerada assim que ela retornar da licença médica. Leia mais

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