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Conforme Leonardo, a bancada governista é a maior, o que garantirá a aprovação do teto de gastos
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O deputado estadual Leonardo Albuquerque (PSD) revelou que a aprovação do projeto de lei do teto de gastos, que limita as despesas do Governo do Estado por dez anos, é consenso entre os parlamentares da bancada governista.
O projeto ainda não foi encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa, porém já existe acordo para a aprovação, mesmo que desagrade a alguns setores, segundo Leonardo.
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“Não podemos jogar todo o ônus em cima do funcionalismo do Executivo. Legislativo não é Estado? Judiciário não é Estado? O agronegócio não é Estado? Não é justo. Se tiver que sangrar, sangramos todos juntos e vai fazer com que a dor seja menor”, disse o parlamentar.
A proposta também congela os salários, a progressão de carreira e a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos por dois anos.
“Não podemos jogar todo o ônus em cima do funcionalismo do Executivo. Legislativo não é Estado? Judiciário não é Estado? O agronegócio não é Estado? Não é justo. Se tiver que sangrar, sangramos todos juntos e vai fazer com que a dor seja menor”, disse o parlamentar.
Conforme Leonardo, a bancada governista é a maior, o que garantirá a aprovação do teto de gastos. Ele disse que os deputados farão audiências públicas para ouvir os setores envolvidos, mas que o momento não é de politicagem.
“A medida é uma exigência do Governo Federal e da pressão popular, que não aguenta mais os gastos públicos exorbitantes e cobra uma aplicação melhor dos recursos. É um momento de diálogo, mas temos que tirar a politicagem e não fazer palanque, pois 3 milhões de mato-grossense sentirão o impacto”, afirmou o deputado.
Ele espera que até abril o projeto deve ser aprovado e enviado para a sanção do governador Pedro Taques (PSDB). Porém, o Executivo deve aguardar a aprovação da proposta integral do Governo Federal sobre o limite de gastos, para então enviar a medida estadual para votação no Legislativo.
Assim como o presidente da Mesa Diretora da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), e o líder do governo, Dilmar Dal Bosco (DEM), Leonardo Albuquerque defende que todos os poderes devem limitar seus gastos pelo mesmo período.
“É preciso a união de todos os poderes, e todas as partes devem ceder. O mais breve possível e com coerência, ouvindo todas as partes. O Executivo não pode fazer os ajustes no Legislativo e Judiciário, porém um acordo em comum ajudará a enfrentar essa crise financeira que o Estado está passando”, pontuou o parlmentar.
Taques busca o entendimento entre os chefes de poderes para que o duodécimo também seja congelado. Para isso, seriam necessários projetos separados de cada poder.
Assessoria
Botelho sinalizou que os poderes devem acatar a medida, porém já estudam formas de destravar o congelamento quando a economia do Estado melhorar.
O governador já se reuniu com Botelho e o presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos. Até a próxima semana, deve ter audiências com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antonio Joaquim, e o chefe do Ministério Público do Estado (MPE), Mauro Curvo.
Botelho sinalizou que os poderes devem acatar a medida, porém já estudam formas de destravar o congelamento quando a economia do Estado melhorar.
“Vamos abrir discussão com os poderes porque a proposta do Executivo é para o congelamento de gastos por dez anos, mas se a economia melhorar temos que ter mecanismos que nos permitam o descongelamento. Não sabemos como vai ser daqui dez anos e os poderes não podem ficar estagnados”, disse o presidente da Mesa Diretora da AL.














Eduardo Costa 17/03/2017
Engraçado "nobre" deputado. Onde o agronegócio está tendo a sua parte do ônus? Estão cheios de isenção de imposto. Explica melhor isso.
Consciente 17/03/2017
Grande m... é esse tal governo federal! Até parece que tem alguma moral para fazer tais mudanças!!! Se esqueceu que Michel Temer está com um pé no planalto e outro fora, Dr Leonardo? E pare de incomodar quem trabalha tá!!!
Willian 17/03/2017
Espero que esse, junto com a turma dele, estejam com os dias contados. Se é que o eleitor consegue perceber a gravidade do problema...
JOSI 17/03/2017
AGRONEGÓCIO É ESTADO????? AGRONEGÓCIO SÃO DOS RICAÇOS PARTICULARES QUE O ESTADO ISENTA MILHÕES EM IMPOSTOS QUE SOBRA PARA O TRABALHADOR PAGAR.
Carlos Nunes 16/03/2017
Esse governo só tem de mandato este ano e o próximo...depois assume um novo; devia tomar conta só desse curto período; se quer fazer teto nesse tempo, que faça e assuma a responsabilidade. Deixe que o próximo governador, a partir de 2019, diga se quer continuar com o Teto, acabar com o Teto, modificar o Teto; e inadmissível que um governo queira decidir os próximos 10 anos de MT; e o governo federal os próximos 20 anos do Brasil. É isso que não concordo. Mal dão conta do seu final de mandato, e querem ditar as regras para os próximos. Querem dizer o que os próximos dois governadores vão fazer...isto é, não vão poder fazer.
Alberto 16/03/2017
Realmente é uma exigência do Governo Federal, que está totalmente envolvido com as maracutaias da Lava A Jato. Agora quer adotar medidas para "salvar" o País, com o ônus do trabalhador. E você, Dr Leonardo, o que é seu está guardado nas próximas eleições.
6 comentários