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25 de Janeiro de 2021, 19h:52 - A | A

PODERES / CONSELHO DE ÉTICA

Tesoureiro do PV quer expulsão de deputado por apoio a adversário em eleição

Faissal Calil é acusado de infidelidade partidária por ter apoiado, em 2020, o candidato Abílio Júnior (Podemos) à Prefeitura de Cuiabá.

Assessoria

Faissal Calil deve ser alvo de representação no Conselho de Ética do PV

Faissal Calil deve ser alvo de representação no Conselho de Ética do PV

ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Faissal Calil (PV) deve ser alvo de uma representação no Conselho de Ética do PV esta semana.

Ele é acusado de infidelidade partidária por ter apoiado, em 2020, o candidato Abílio Júnior (Podemos) à Prefeitura de Cuiabá.

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O autor da representação é Anderson Matos, tesoureiro estadual da legenda, que argumentou, em entrevista ao RepórterMT, na tarde desta segunda-feira (25), que o parlamentar não tem mais clima para ficar na agremiação.

Anderson relatou que Calil não apoiou a chapa encabeçada por Emanuel Pinheiro (MDB) que tinha como candidato a vice-prefeito o presidente estadual da sigla, José Roberto Stopa.

Após o pedido ser encaminhado para a Comissão de Ética, o deputado vai ser notificado para apresentar defesa.

Caso o processo contra o parlamentar tenha prosseguimento, o PV deve entrar no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e pedir a cassação do mandato de Calil.

Segundo Anderson Matos, não é possível prever se o Conselho de Ética vai receber ou não a sua representação e em quanto tempo esse processo deve caminhar até chegar ao TRE/MT.

Outro lado

O deputado estadual Faissal Calil disse, em nota divulgada no site Rdnews, que ainda não foi notificado.

O parlamentar disparou contra a atuação do PV nas eleições do ano passado.

“O PV, sobre a presidência do Stopa, não ajudou os diretórios municipais e o partido encolheu no Estado. E ainda cometeu a irresponsabilidade de assumir a dívida de campanha de R$ 2,6 milhões para agradar o Emanuel Pinheiro. Então, está claro que o problema do partido não sou eu. Se for por essa lógica, quem tem que sair é o presidente, é o tesoureiro”, rebateu o parlamentar.

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