ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O deputado estadual Faissal Calil (PV) deve ser alvo de uma representação no Conselho de Ética do PV esta semana.
Ele é acusado de infidelidade partidária por ter apoiado, em 2020, o candidato Abílio Júnior (Podemos) à Prefeitura de Cuiabá.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
O autor da representação é Anderson Matos, tesoureiro estadual da legenda, que argumentou, em entrevista ao RepórterMT, na tarde desta segunda-feira (25), que o parlamentar não tem mais clima para ficar na agremiação.
Anderson relatou que Calil não apoiou a chapa encabeçada por Emanuel Pinheiro (MDB) que tinha como candidato a vice-prefeito o presidente estadual da sigla, José Roberto Stopa.
Após o pedido ser encaminhado para a Comissão de Ética, o deputado vai ser notificado para apresentar defesa.
Caso o processo contra o parlamentar tenha prosseguimento, o PV deve entrar no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e pedir a cassação do mandato de Calil.
Segundo Anderson Matos, não é possível prever se o Conselho de Ética vai receber ou não a sua representação e em quanto tempo esse processo deve caminhar até chegar ao TRE/MT.
Outro lado
O deputado estadual Faissal Calil disse, em nota divulgada no site Rdnews, que ainda não foi notificado.
O parlamentar disparou contra a atuação do PV nas eleições do ano passado.
“O PV, sobre a presidência do Stopa, não ajudou os diretórios municipais e o partido encolheu no Estado. E ainda cometeu a irresponsabilidade de assumir a dívida de campanha de R$ 2,6 milhões para agradar o Emanuel Pinheiro. Então, está claro que o problema do partido não sou eu. Se for por essa lógica, quem tem que sair é o presidente, é o tesoureiro”, rebateu o parlamentar.













