CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou, nesta quinta-feira (26), que não aceitará nenhum tipo de pressão no processo de mudanças no seu secretariado.
A polêmica do momento diz respeito à mudança no comando da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), prevista para ocorrer em março. O governador tem sido alvo de pressões de partidos da base aliada, que miram a chefia da pasta.
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Em entrevista à Rádio Capital, Taques deixou claro que, independentemente de pressão, quem define cargos é ele.
“Quem decide quem será secretário é o governador. Não adianta fazer pressão, pois pressão é bom para fazer o carvão virar diamante. Podem pressionar à vontade, pois quem decide sou eu, no momento correto, da forma que assim entender”, afirmou.
O governador disse ainda que os “companheiros que ajudaram a ganhar a eleição, têm que ajudar a governar”. E que a especulação sobre o perfil ideal – político ou técnico – é “conversa afiada da oposição”.
“Nós queremos pessoas que queiram trabalhar pelo progresso de Mato Grosso”, disse.
Líderes dos dois principais partidos cotados para comandar a chefia da Sema – PSD e PSB - negam que estejam fazendo pressão sobre o governador pelo cargo.
Ao
, o deputado estadual José Domingos Fraga (PSD) disse que é "legítimo e justo" que os partidos da base aliada do Governo coloquem à disposição seus quadros, levando em conta princípios como capacidade e honestidade.
“Não tem pressão. Simplesmente, os partidos da base aliada estão buscando seu espaço, o que é natural, aproveitando esse momento de reestruturação do Governo”, disse.
O deputado federal Fábio Garcia, presidente regional do PSB, também negou que esteja havendo conflito por conta do cargo.
“O relacionamento do PSB com o governador Pedro Taques sempre foi muito bom, e com relação a essa questão de cargo não tem briga. Nós, em nenhum momento, brigamos sobre isso no PSB. Quem decide e quem nomeia é o governador”, afirmou.
Com relação à Sema, José Domingos Fraga afirmou que a posição do PSD é pela permanência do vice-governador Carlos Fávaro à frente da pasta, como forma de ser recompensado pelo trabalho de reestruturação que desenvolveu desde o ano passado.
“O partido entende que é justo, até como forma de presentear o vice-governador, para que ele possa continuar secretário, para que ele possa colher os frutos desse investimento, desse desgaste que ele passou, desde o ano passado, reestruturando o órgão ambiental. Até agora, ele só colheu espinhos”, disse.
Segundo Fraga, Fávaro foi voto vencido dentro do partido quanto à sua continuidade na Sema. No entanto, mesmo que não esteja pessoalmente disposto, deverá seguir a escolha da maioria. “Ele é um homem partidário, ele vai obedecer à orientação do partido”, completou.
Conversa
No momento, o PSD aguarda um convite de Pedro Taques para debater o assunto.
“O governador ficou de sentar como o Fávaro, na semana passada. Nós estamos aguardando a conversa dele com o governador para que a gente possa levar a nossa contribuição”, disse Fraga
Sobre a vaga de secretário da Sema, o PSB já se reuniu, no final do ano passado, com toda a bancada federal e estadual com o governador Pedro Taques e o vice-governador e atual secretário de Meio Ambiente, Carlos Fávaro.
Segundo Fábio Garcia, nesse encontro, ficou um compromisso de que a Sema, após o vice-governador Carlos Fávaro terminar sua missão (ele esperava que isso terminasse em março) que a Sema, teria indicação do PSB.
"Isso não foi o PSB que decidiu. Quem afirmou isso foi o próprio vice-governador. O PSB não tem pretensão de tirar ninguém do cargo”, afirmou.
Sabendo que já existem outros partidos interessados em ocupar o cargo que atualmente é do seu quadro, o PSD, segundo Fraga, entende que não pode ficar de inerte, mas também entende que a decisão final é do governador.
“É legítimo que eles pleiteiem. Agora, nós não podemos é ficar deitados em berço esplêndido, sabendo que temos um quadro bom e que a gente também pode ocupar os espaços", completou.
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