Cuiabá, 24 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
24 de Setembro de 2026

12 de Julho de 2017, 10h:59 - A | A

PODERES / ARAPONGAGEM

Taques nega envolvimento e diz que 'grampos' em MT são 'patifaria'

O governador Pedro Taques (PSDB) reafirmou ter recebido a denúncia das escutas ilegais do promotor de Justiça, então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, e determinou que tudo fosse documentado.

RepórterMT

O governador Pedro Taques declarou confiar na idoneidade dos coronéis presos por envolvimento nas escutas clandestinas.

O governador Pedro Taques declarou confiar na idoneidade dos coronéis presos por envolvimento nas escutas clandestinas.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (12) não ter qualquer envolvimento com o esquema de interceptações telefônicas clandestinas, chamado “barriga de aluguel”, operado pela Polícia Militar de Mato Grosso. Ele considerou o esquema uma “patifaria” feita no Estado.

“Eu não mandei ‘grampear’ ninguém. Agora, algo existiu aí. Como disse o promotor [Marcos] Bulhões do Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado], uma patifaria existiu aí”, declarou Taques, em entrevista ao programa Chamada Geral, da Rádio Mega FM.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Ele reafirmou ter recebido a denúncia das escutas ilegais do promotor de Justiça, então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, e determinou que tudo fosse documentado.

“Eu não mandei ‘grampear’ ninguém. Agora, algo existiu aí. Como disse o promotor [Marcos] Bulhões do Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado], uma patifaria existiu aí”, declarou Taques.

“Eu fui comunicado pelo então secretário de Segurança, informalmente, da existência desse ‘grampo’. Como governador recebe fofoca todos os dias, falei ‘coloca no papel’. Ele colocou no papel e eu enviei ao Ministério Público Estadual e daí está fora da minha governança”, pontuou, relatando não ter recebido qualquer outra denúncia de Zaque.

O governador declarou confiar na idoneidade dos coronéis presos por envolvimento nas escutas clandestinas. Em 23 de maio, o ex-comandante da PM, Zaqueu Barbosa, e o cabo Gerson Luiz Ferreira tiveram as prisões decretadas pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, relator das investigações.

Um mês depois, em 23 de junho, o chefe da Casa Militar, Evandro Lesco, e o adjunto, Ronelson Barros, também foram presos por determinação de Perri. Eles foram afastados das funções no Governo.

“O chefe da Casa Militar está preso, o adjunto está preso, mas eu quero dizer que confio nesses dois. Nós sabemos que a prisão não significa absolutamente nada, pois todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. O ex-comandante da Polícia Militar, o coronel Zaqueu, é um homem decente, a sociedade mato-grossense o conhece e eu tenho certeza que isso será esclarecido”, concluiu o chefe do Executivo.

Comente esta notícia