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10 de Julho de 2017, 16h:03 - A | A

PODERES / EM SÃO PAULO

Taques e cúpula do PSDB discutem permanência no Governo Temer

O encontro reunirá a cúpula do PSDB, no Palácio Bandeirantes, sede do Governo paulista, em um jantar. Devem participar os seis governadores do partido, parlamentares e líderes, como Tasso Jereissati e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

RepórterMT

O governador Pedro Taques disse que sugeriu a reunião da cúpula do PSDB para que possam afinar o discurso em torno da permanência no Governo Temer.

O governador Pedro Taques disse que sugeriu a reunião da cúpula do PSDB para que possam afinar o discurso em torno da permanência no Governo Temer.

CAROL SANFORD
RAFAEL DE SOUSA



O governador Pedro Taques (PSDB) viaja nesta segunda-feira (10) para São Paulo para participar da reunião do PSDB, que vai decidir a respeito da manutenção da sigla no Governo Michel Temer (PMDB).

Taques não quis dar detalhes, mas os principais líderes tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defendem o desembarque da base governista.

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“A posição vai ser dada partidariamente. Hoje o PSDB vai se reunir nesse sentido e a decisão vai ser dada em conjunto”, afirmou o governador.

O encontro reunirá a cúpula do PSDB, no Palácio Bandeirantes, sede do Governo paulista. Além de Taques, outros cinco governadores, o presidente em exercício do partido, Tasso Jereissati, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o prefeito de São Paulo, João Doria, e parlamentares tratarão do assunto.

“A posição vai ser dada partidariamente. Hoje o PSDB vai se reunir nesse sentido e a decisão vai ser dada em conjunto”, afirmou o governador.

“Eu que sugeri essa reunião para que possamos afinar o discurso”, concluiu Pedro Taques.

Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção passiva. O presidente foi gravado em conversa com o dono da JBS, Joesley Batista, em que concordaria em manter pagamento de propina para que o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) não fizesse delação.

Da ala que defendia o desembarque do PSDB da base de Temer, o deputado federal Nilson Leitão confirmou que a sigla está dividida, mas acredita que esta semana será definitiva.

“Vejo que a presença do presidente Temer é favorável às reformas que o país precisa. Os números da economia são favoráveis, também. Mas tudo isso será analisado em conjunto”, disse.

Os tucanos também devem tratar do afastamento definitivo do senador Aécio Neves da presidência da sigla. Aécio foi afastado do cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, depois de ser gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário dono da JBS para custear sua defesa na Operação Lava Jato. Ele conseguiu retornar ao cargo na semana passada, após decisão do ministro do STF, Marco Aurélio.

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