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19 de Fevereiro de 2018, 17h:50 - A | A

PODERES / "BERERÉ"

Taques diz que operação é resultado de auditoria do Governo

O governador Pedro Taques explicou que desde 2015, o Estado tenta rescindir o contrato com a empresa EIG Mercados, responsável por prestar serviços de registro de financiamentos de contratos de veículos.

RepórterMT

O chefe do Executivo, Pedro Taques disse preferir não comentar sobre a Operação Bereré.

O chefe do Executivo, Pedro Taques disse preferir não comentar sobre a Operação Bereré.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (19), que as auditorias realizadas pelo Executivo ajudaram nas investigações do Ministério Público do Estado (MPE), que culminaram na Operação Bereré, que apura fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

“As auditorias foram feitas na nossa administração, desde que o Rogers Jarbas assumiu o Detran em 2015, depois o Arnon Osny Mendes e, agora, o Thiago França. Nós é que levamos o caso ao Ministério Público e ao TCE [Tribunal de Contas do Estado]”, pontuou Taques.

“As auditorias foram feitas na nossa administração, desde que o Rogers Jarbas assumiu o Detran em 2015, depois o Arnon Osny Mendes e, agora, o Thiago França. Nós é que levamos o caso ao Ministério Público e ao TCE [Tribunal de Contas do Estado]”, pontuou Taques.

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Ele explicou que desde 2015, o Estado tenta rescindir o contrato com a empresa EIG Mercados, responsável por prestar serviços de registro de financiamentos de contratos de veículos. A empresa venceu licitação em 2009 com contrato para 20 anos.

“Assumi o Governo em 2015 e iniciamos as tratativas para rescindir o contrato. Temos, inclusive, as tratativas e ofícios encaminhados ao MPE. A resposta do MPE foi no sentido de que precisa da decisão judicial, uma vez que a multa estabelecida no contrato era de mais de R$ 100 milhões".

“Assumi o Governo em 2015 e iniciamos as tratativas para rescindir o contrato. Temos, inclusive, as tratativas e ofícios encaminhados ao MPE. A resposta do MPE foi no sentido de que precisa da decisão judicial, uma vez que a multa estabelecida no contrato era de mais de R$ 100 milhões. Vamos mostrar todos os documentos mostrando que pedimos a rescisão deste contrato”, afirmou o governador.

O chefe do Executivo disse preferir não comentar sobre a operação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (Gaeco). Taques também considerou que todos os envolvidos devem ter direito à defesa.

“Não tive tempo de acompanhar pela imprensa o que está ocorrendo. Temos que dar o direito constitucional a defesa aos cidadãos. Não vamos condenar quem quer que seja antes do julgamento final. O Gaeco é independente, há uma decisão do Tribunal de Justiça. O Poder Executivo não tem absolutamente o que comentar isso, a não ser a garantia de defesa aqueles que, porventura, estejam sendo investigados”, concluiu.

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