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O governador Pedro Taques participou da reunião do Conselho do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
“Não existe um só remédio para resolver tudo isso. Precisamos cortar gastos e encontrar dinheiro novo. É o que estamos debatendo”, afirmou o governador Pedro Taques (PSDB), nesta terça-feira (6), ao sair da reunião do Conselho do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que estuda a viabilização de recursos do fundo para a Saúde pública do Estado.
Na reunião, estavam representantes do setor produtivo, como Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). A crítica do setor à proposta do Executivo se dá em relação à repassar recursos do Fethab commodities para a Saúde, uma vez que os valores devem ser destinados à infraestrutura das estradas estaduais.
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Taques, entretanto, acredita que haverá consenso, tanto do agronegócio, quanto dos poderes e dos municípios. O Fethab também é composto pela arrecadação de imposto do óleo diesel. Esse montante é dividido entre o Executivo, poderes e municípios.
“Acredito em consenso e que cada um dará uma parcela. Estamos construindo esta saída em conjunto. Estamos conversando com todos os poderes e não tomarei nenhuma decisão sem que nós todos possamos conversar”, comentou o governador.
Pela proposta inicial, parte desses recursos também seriam transferidos para a saúde. Porém, houve resistência dos prefeitos. Em reunião, com os gestores, na semana passada, o Governo montou uma comissão em conjunto com deputados estaduais e prefeitos, para que a solução fosse encontrada.
O Governo do Estado está buscando quitar o passivo de R$ 162 milhões junto aos hospitais regionais e unidades de saúde. Até a última sexta-feira (2), foram repassados R$ 80 milhões.
“Acredito em consenso e que cada um dará uma parcela. Estamos construindo esta saída em conjunto. Estamos conversando com todos os poderes e não tomarei nenhuma decisão sem que nós todos possamos conversar”, comentou o governador.
Ele explicou que, no momento, ainda não encontrou solução para o problema, já que estaria impondo a decisão do Executivo.
“Não existe nada decidido a respeito de aumentar absolutamente nada. Estamos conversando com todos, porque essa saída será em comum, não é só do Poder Executivo, é da sociedade mato-grossense”, pontuou Pedro Taques.
Durante reunião na segunda-feira (5,) com prefeitos e deputados, o Governo chegou a anunciar que estuda a elevação da alíquota de impostos sobre o óleo diesel, agropecuária e a energia elétrica. A proposta foi feita pelos municípios.
No entanto, o setor produtivo acredita que poderá haver aumento no custo do frete, caso o imposto sobre o óleo diesel seja reajustado. O setor também pontuou estar sensível aos atrasos na Saúde, no entanto, não admite a utilização dos recursos das commodities.
“Os recursos do Fethab já estão comprometidos com as estradas. Temos a preocupação com a questão da saúde, mas se o Governo tirar de um lugar vai faltar para outro. O Governo quer ideias e assim vamos trazê-las, de forma a participar e atender as necessidades. Tenho certeza de que o aumento no óleo diesel vai encarecer o frete. Tudo que se transporta em Mato Grosso é em cima do óleo diesel e com certeza impactará nos custos para onde ele é utilizado”, disse o presidente da Famato, Normando Conrado.
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