RepórterMT

A possibilidade de aumento nas alíquotas foi anunciada pelo secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira, nesta segunda-feira.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Para sanar um déficit de R$ 160 milhões e manter o repasse da Saúde em dia, setor considerado extremamente delicado e preocupante pelo Governo, a equipe econômica do Estado anunciou que estuda a elevação da alíquota de impostos sobre o óleo diesel, agropecuária e a energia elétrica.
“A essa altura, somente o uso do Fethab [Fundo de Transporte e Habitação] não resolve o problema da Saúde, que é uma consequência financeira que todos os Estados vêm sofrendo. Simplesmente remanejar recursos pode emergencialmente resolver, mas também não podemos tirar de outra área. Então, neste caso, precisamos ir atrás do chamado dinheiro novo”, explicou Gustavo Oliveira.
A possibilidade do aumento no percentual dos tributos foi admitida pelo secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira, após reunião com o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, deputados estaduais e prefeitos, no início da noite desta segunda-feira (5), no Palácio Paiaguás. Todos fazem parte do Comitê da Saúde, criado para discutir as demandas do setor.
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“A essa altura, somente o uso do Fethab [Fundo de Transporte e Habitação] não resolve o problema da Saúde, que é uma consequência financeira que todos os Estados vêm sofrendo. Simplesmente remanejar recursos pode emergencialmente resolver, mas também não podemos tirar de outra área. Então, neste caso, precisamos ir atrás do chamado dinheiro novo”, explicou Gustavo Oliveira.
O Governo afirma que a proposta foi feita pelos os municípios após a negativa dos prefeitos em abrir mão de parte do Fethab, e, por isso, precisa analisar cada um destes setores - que atualmente têm as alíquotas reduzidas - para evitar que haja impacto direto à população.
“Diversas abordagens foram feitas, algumas sobre os setores agropecuários, carnes, tributação em combustíveis e em energia. (...) Os municípios querem que o Governo apresente a tributação de Mato Grosso, comparada com outros Estados, como Mato Grosso do Sul e Goiás, para que a gente possa achar espaço para aumento de arrecadação”, argumentou o secretário.
Além disso, o presidente da AMM garantiu ainda que as propostas de aumentar impostos, o Governo deve apresentar ainda um plano sobre a parte operacional do setor. Com essas medidas, a utilização de recursos do Fethab dos municípios foi descartada durante o encontro.
“Ficou acertado que não será usado o recurso do Fethab dos municípios para resolver o problema nem imediato e nem futuro da Saúde. O que está se propondo é uma fonte de recursos novos que entrarão no caixa do Governo do Estado que, consequentemente, resolveria o problema a médio e longo prazo”, frisou Neurilan Fraga.
Fraga completa, que apesar da equipe econômica avaliar a possibilidade de cobrança de impostos, o setor mais provável de receber a elevação de alíquota será o de combustível.
“Está baseado em cima do Óleo diesel, mas a equipe econômica do Governo está avaliando vários cenários para que possa de fato resolver o problema”, concluiu.














Cleber 06/06/2017
A energia elétrica de MT é uma das mais caras do país. Precisa reduzir o ICMS, e cobrara das empresas que têm muito incentivos fiscais.
antunes silva 06/06/2017
Situação facil de resolver. É só tirar de lá as diversas quadrilhas que estão limpando os cofres. Lá sempre foi uma comunidade de delapidadores, não incluo aqui os funcionários de carreira e concursados.Toda vez que se troca secretários se instala lá dentro um novo cabide de emprego político, com os que chegam querendo mandar mais que os que lá estão. Imagine que algum tempo atrás queriam alugar o edf concordia do grupo GMS/sao benedito pra trasferir toda a saude ao custo de mais de 1milhão/mês pq forjaram a interdição do predio atual e conseguiram que um procurador pedisse a interdiçao. ACABEM COM OS DESVIOS QUE A SAÚDE SEMPRE SERÁ CAPAZ DE CUMPRIR SEUS COMPROMISSOS.
Renato 06/06/2017
E cobrar impostos dos produtores de soja, algodão e milho não pode né?????????
Antonio Carlos 06/06/2017
Tá certo, assim fica fácil este banco de políticos corruptos e servidores fazem um rombo no Estado e a população paga por isso? Cade o Ministério Público para fiscalizar e defender a população do abuso de poder. Me deixa perplexo o silencio, mas claro se não é noticia ou mídia em jornais e popularidade, a população que se danem.
Alexandre 06/06/2017
SE TEM UM ROMBO DE MILHÕES DE REAIS, ALGUÉM DEIXOU ESSE ROMBO ALGUÉM DEVE SER RESPONSABILIZADO, AUMENTA IMPOSTO E PRONTO ? TA RESOLVIDO ? COMO SURGIU ESSE "ROMBO" ? CRIME AS VEZES COMPENSA.....
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