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08 de Julho de 2017, 10h:50 - A | A

PODERES / GRAMPOS NA PM

Taques diz que depoimento de Siqueira não o compromete e confirma denúncia ao Gaeco

O governador Pedro Taques rebateu a informação de que o secretário da Sejudh, coronel Siqueira Júnior, tenha afirmado que ele sabia do esquema de escutas ilegais, no âmbito da Polícia Militar.

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Taques disse que a única informação sobre grampos que chegou ao gabinete foi encaminhada ao Gaeco.

Taques disse que a única informação sobre grampos que chegou ao gabinete foi encaminhada ao Gaeco.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) negou, na noite de sexta-feira (7), que o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel Siqueira Júnior, tenha revelado ao Inquérito Policial Militar (IPM) - que investiga o esquema de escutas ilegais - que ele tinha conhecimento da prática de arapongagem por parte de policiais militares do Estado.

Em depoimento à Corregedoria da PM, Siqueira contou que em 2015, quando era secretário da Casa Militar, foi chamado ao gabinete do governador, onde Taques teria dito que iria exonerá-lo, com base em denúncia de grampos.

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O governador esclareceu que a citação do secretário é referente ao mesmo assunto que ele já relatou à imprensa, logo após o escândalo das escutas clandestinas, monitoradas pela PM vir à tona em maio.

“Ele disse o seguinte: que quando o Mauro Zaque me contou [sobre os grampos] eu perguntei para o Siqueira. E o que Mauro Zaque protocolou eu levei para o Gaeco”, explicou Taques.

Taques faz uma referência ao documento protocolado pelo ex-secretário de Segurança Pública (Sesp), promotor Mauro Zaque, autor da denúncia contra o governador, de que havia um esquema de espionagem em curso no Norte do Estado. À época, Taques disse que orientou Zaque a protocolar o caso com o chefe de gabinete, esta encaminhada para Gaeco e arquivada meses depois por falta de provas.

O tucano também rechaçou os vazamentos de documentos que envolvem os depoimentos de testemunhas e acusados.

“Quem vazou tem que ser investigado”, respondeu.

Taques encerrou o assunto afirmando que é preciso aguardar o fim do processo para responsabilizar os culpados.

“Que os culpados sejam responsabilizados, mas não podemos julgar ninguém antecipadamente”, resumiu.

Desde que o escândalo veio a público, quatro oficiais (entre eles dois ex-secretários estaduais) e dois cabos da PM permanecem presos por suposto envolvimento no esquema.

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