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Taques disse que a única informação sobre grampos que chegou ao gabinete foi encaminhada ao Gaeco.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) negou, na noite de sexta-feira (7), que o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel Siqueira Júnior, tenha revelado ao Inquérito Policial Militar (IPM) - que investiga o esquema de escutas ilegais - que ele tinha conhecimento da prática de arapongagem por parte de policiais militares do Estado.
Em depoimento à Corregedoria da PM, Siqueira contou que em 2015, quando era secretário da Casa Militar, foi chamado ao gabinete do governador, onde Taques teria dito que iria exonerá-lo, com base em denúncia de grampos.
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O governador esclareceu que a citação do secretário é referente ao mesmo assunto que ele já relatou à imprensa, logo após o escândalo das escutas clandestinas, monitoradas pela PM vir à tona em maio.
“Ele disse o seguinte: que quando o Mauro Zaque me contou [sobre os grampos] eu perguntei para o Siqueira. E o que Mauro Zaque protocolou eu levei para o Gaeco”, explicou Taques.
Taques faz uma referência ao documento protocolado pelo ex-secretário de Segurança Pública (Sesp), promotor Mauro Zaque, autor da denúncia contra o governador, de que havia um esquema de espionagem em curso no Norte do Estado. À época, Taques disse que orientou Zaque a protocolar o caso com o chefe de gabinete, esta encaminhada para Gaeco e arquivada meses depois por falta de provas.
O tucano também rechaçou os vazamentos de documentos que envolvem os depoimentos de testemunhas e acusados.
“Quem vazou tem que ser investigado”, respondeu.
Taques encerrou o assunto afirmando que é preciso aguardar o fim do processo para responsabilizar os culpados.
“Que os culpados sejam responsabilizados, mas não podemos julgar ninguém antecipadamente”, resumiu.
Desde que o escândalo veio a público, quatro oficiais (entre eles dois ex-secretários estaduais) e dois cabos da PM permanecem presos por suposto envolvimento no esquema.














