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Cuiabá, 20 de Junho de 2026
20 de Junho de 2026

09 de Abril de 2019, 09h:40 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO SANGRIA

STJ nega pedido para soltar ex-secretário de Saúde

Ministra Laurita Vaz destacou que esse atalho não pode ser admitido, visto que o julgamento deve ocorrer primeiro na Justiça estadual.

MARIA JULIA SOUZA
DA REDAÇÃO



A ministra Laurita Vaz, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, que está preso desde o dia 30 de março.

A decisão é do dia 5 de abril, e circulou na segunda-feira (8). O ex-secretário é um dos investigados na Operação Sangria, que apura esquema de fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva na Saúde Pública de Cuiabá.

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“Conforme posicionamento firmado pelo Supremo Tribunal Federal e por esta Corte, não se admite habeas corpus contra decisão negativa de liminar proferida em outro writ na Instância de origem, sob pena de indevida supressão de instância”, diz a ministra.

Para Vaz, esse atalho não pode ser admitido, salvo em hipóteses que se evidência uma situação anormal e desprovida de qualquer razoabilidade. Força o pronunciamento adiantado da Instância Superior suprimindo à competência da inferior, subverte a regular ordem do processo.

O habeas corpus deveria ter sigo julgado pela Segunda Câmara do Tribunal de Justiça, na última quarta-feira (3), mas os desembargadores adiaram o julgamento. Os magistrados tomaram a medida devido a um pedido da defesa dos réus, que alegaram precisar anexar mais documentos nos autos do processo.

O ex-secretário Huark Douglas, Fábio Liberali, Flávio Taques, Kednia Iracema Servo, Luciano Correia, Fábio Taques Figueireido e Celita LIberali foram presos no dia 30 de março, por ordem do desembargador Alberto Ferreira de Souza.

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