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02 de Março de 2020, 11h:29 - A | A

PODERES / PROPINA A DEPUTADOS

Silval diz ter pedido 'socorro' ao MP, mas foi ignorado por Paulo Prado

Ex-governador depõe na Câmara de Vereadores em CPI que investiga pagamento de propina ao prefeito Emanuel Pinheiro – então deputado na época dos fatos da denúncias.

RepórterMT/Reprodução

Silval diz que pedido de socorro foi ignorado pelo MP.

Silval diz que pedido de socorro foi ignorado pelo MP.

RAUL BRADOCK
RAFAEL MACHADO



O ex-governador Silval Barbosa disse que o procurador Paulo Prado, ex-chefe do Ministério Público Estadual (MPE), sabia da ‘extorsão’ que ele vinha sofrendo e o ignorou.

A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (02), em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncia de suposto recebimento de propina por parte do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) – que era deputado na época.

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De acordo com Silval, quando passou a sofrer extorsão de deputados para pagamento de propina e membros de outros poderes, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), procurou o Ministério Público para pedir “socorro”.

“Não estou vinculando nada (Prado e Emanuel). Tive uma reunião com o doutor Paulo Prado e falei com ele o que estava acontecendo. Expliquei que não era só a AL que estava (com extorsão por propina) eram outros que também estavam como o Tribunal de Contas. Dai ficou deles estudarem e acabou que ficando por isso mesmo”, disse Silval Barbosa.

O argumento do ex-governador afirma que, diante a suposta ‘inércia’ do MP ao pedido de socorro, teve que ceder às chantagens e pagar propina para que as obras da Copa do Mundo e outras fossem ‘tocadas’.

Os vereadores apuram duas denúncias, a de quebra de decoro (quando o prefeito aparece em vídeo enchendo bolsos de dinheiro) e obstrução de Justiça (que teria sido praticada já quando prefeito, no curso da investigação do primeiro crime).

Sobre o dinheiro em que o prefeito aparece colocando nos bolsos, Silval Barbosa afirmou que se tratava de propina e não de pagamento de pesquisa eleitoral, como Emanuel havia justificado anteriormente.

"Não tem nada a ver essa informação de que era dinheiro de pesquisa. O dinheiro era um acordo com a Assembleia Legislativa, fruto de extorsão mesmo", enfatizou.

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