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A denúncia do deputado Mauro Savi, era de que o ex-deputado José Riva tramava falso atentado contra si, para incriminar a ele e outros parlamentares.
DA REDAÇÃO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) arquivou a denúncia do deputado estadual Mauro Savi (PSB), de que o ex-deputado José Riva estaria armando um atentado contra a própria vida para incriminar três parlamentares, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e seu irmão Antonio Barbosa.
Em documento, datado de abril deste ano, o secretário da Sesp, Rogers Jarbas, demonstra que na denúncia não existiram provas suficientes, apenas mensagens anônimas de Whatsapp, e pediu que a Secretaria-adjunta de Inteligência subsidiasse uma investigação, “por fontes abertas”.
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No entanto, a investigação não encontrou indícios fortes e a Secretaria entendeu pelo arquivamento, em junho. A apuração foi confirmada pelo governador Pedro Taques (PSDB), que disse ter recebido a denúncia diretamente do deputado estadual e a comunicado a Jarbas, determinando que se tomasse providências legais sobre o caso, “pois se tratava de algo grave”.
O suposto atentado foi relatado pelo irmão de Silval, em delação premiada. Segundo Toninho Barbosa, Riva teria planejado forjar um atentado contra si, com o objetivo de incriminar os deputados Mauro Savi (PSB), Guilherme Maluf (PSDB) e Gilmar Fabris (PSD).
O empresário, inclusive, entregou áudios gravados pelo aplicativo móvel Whatsapp que comprovam as acusações. A gravação teria sido feita, em março deste ano, e entregue ao delator por Mauro Savi durante um encontro no apartamento do deputado, em Cuiabá.
A ideia de José Riva, segundo o delator, era culpar Silval Barbosa e os deputados Savi, Maluf e Fabris (PSD). De acordo com o áudio, a pessoa “contratada para simular o atentado, diz que, inclusive, já teria recebido metade do valor pelo serviço”.
Em outro momento, Riva teria mudado de ideia e determinado a morte de Silval e dos demais envolvidos. O crime, segundo as provas obtidas pela Procuradoria-Geral da República, seria cometido porque Silval Barbosa "sabe demais", já que foi deputado, presidente da Assembleia e governador do Estado.
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