MARCIO CAMILO
DA REPORTAGEM
Em coletiva na manhã desta sexta-feira (12), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que quer mais é que o ex-secretário de Saúde Huark Douglas Correia, preso na Operação Sangria, o delate.
A declaração veio após rumores de que Huark, que desistiu do pedido de habeas corpus, estaria negociando uma delação premiada, que poderia complicar o prefeito, além de outros políticos, como vereadores, em supostas práticas ilegais de contratações.
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“Vá lá e delate. Eu quero é que delate. Eu quero é que quem tenha o que falar em qualquer esfera estadual, municipal ou federal, que delate e prove, principalmente prove. Não tenho qualquer preocupação”, declarou.
“Vá lá e delate. Eu quero é que delate. Eu quero é que quem tenha o que falar em qualquer esfera estadual, municipal ou federal, que delate e prove, principalmente prove. Não tenho qualquer preocupação”, declarou.
Emanuel ainda ressaltou que as irregularidades em licitações, que favoreceram as empresas Proclin e Qualycare, administradas por Huark, não teriam ocorrido em sua gestão e sim na gestão passada, do então prefeito e atual governador Mauro Mendes.
“Sou o maior interessado que essa situação se esclareça. E esse episódio da Operação Sangria, todo ele é do passado; nada dele tem a ver com a minha gestão”, argumentou.
À imprensa, o prefeito lamentou que os rumores de delação contra ele seriam feitos por quem “torce contra Cuiabá”, em ataques inverídicos à imagem dele.
Huark está preso no Centro de Custódia de Cuiabá, assim como outros dois médicos, Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer, que também desistiram do habeas corpus e podem tentar acordo de delação premiada.
“Sou o maior interessado que essa situação se esclareça. E esse episódio da Operação Sangria, todo ele é do passado".
Outros quatro presos na operação, considerados o núcleo subalterno do esquema, foram soltos, por decisão do Tribunal de Justiça, na última quarta-feira (10).
Foram soltos, com o uso de tornozeleira eletrônica: Celita Natalina Liberali, Fabio Alex Taques Figueiredo, Kedina Iracema e Flavio Alexandre Taques da Silva.
Sangria
A investigação da Operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.
Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado.
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