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12 de Maio de 2017, 14h:30 - A | A

PODERES / ESCUTAS ILEGAIS

Promotor diz que denúncia arquivada pelo Gaeco não é a mesma investigada pela PGR

O coordenador do Gaeco emitiu nota negando que o caso arquivado em Mato Grosso seja o mesmo, que envolve autoridades 'grampeadas' de forma ilegal.

RepórterMT

O chefe do Gaeco diz que o Gaeco não move qualquer investigação relacionada à que motivou a saída do secretário da Casa Civil.

O chefe do Gaeco diz que o Gaeco não move qualquer investigação relacionada à que motivou a saída do secretário da Casa Civil.

ALCIONE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO



O coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Marcos Bulhões, negou nesta sexta-feira (12) que o grupo tenha investigado caso que envolva autoridades, alvos de escutas telefônicas ilegais em Mato Grosso.

Segundo Bulhões, a denúncia de grampos clandestinos que estaria sob investigação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tem qualquer relação com outra ação já arquivada pelo Gaeco.

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"As informações apresentadas pelo governador do Estado, por meio do Ofício 446/2015, que resultaram no arquivamento do procedimento de investigação, não guardam relação com os fatos que teriam ocorrido na Comarca de Cáceres”, diz trecho da nota emitida pelo Ministério Público Estadual (MPE).

O esclarecimento veio depois que o Governo do Estado anunciou a saída do advogado Paulo Taques da Secretaria da Casa Civil para assumir a defesa do governador Pedro Taques (PSDB) em processo referente a interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da Polícia Militar, que hoje estão em curso na Procuradoria-Geral da República e que foram denunciadas pelo ex-secretário de Segurança Pública do Estado, promotor Mauro Zaque, e seu adjunto, Fábio Galindo.

Na nota que anunciou a saída de Paulo Taques, o Gabinete de Comunicação do Estado (Gcom) aponta que a denúncia, supostamente recebida por Mauro Zaque e Fábio Galindo anonimamente, foi feita pelo ex-secretário ao governador em outubro de 2015. Ato contínuo, o governador remeteu o caso ao MPE, por meio do Gaeco para investigação.

No mesmo mês de outubro de 2015, porém, o Gaeco fez a Promoção do Arquivamento das investigações por insuficiência de evidências do denunciado.

“Não verifico qualquer outro elemento que justifique falar-se em interceptação telefônica clandestina, razão pela qual determino o arquivo do PRO, com as respectivas baixas...”, escreveu o então coordenador do Gaeco Marco Aurélio de Castro, em 27 de outubro de 2015.

A confusão ocorreu nesse meio tempo, o que forçou o coordenador do Gaeco emitir a nota de esclarecimento.

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, marcou entrevista coletiva para as 16h desta sexta-feira (12), com objetivo de esclarecer denúncias dos supostos grampos ilegais. O encontro com os jornalistas será no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

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