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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
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22 de Julho de 2020, 21h:40 - A | A

PODERES / FECHADAS HÁ 4 MESES

Pôssas diz que reabrir academias é inoportuno; setor pode quebrar

Luiz Antônio Pôssas de Carvalho admite, porém, que salões de beleza podem ter condições de atender com biossegurança, mas não vê saída para as academias.

MÁRIO ANDREAZZA
DA REDAÇÃO



Questionado sobre qual direção à Prefeitura de Cuiabá deve seguir em relação ao novo decreto do Governo do Estado, em que o governador Mauro Mendes (DEM) inclui como serviços essenciais salões de beleza e academias de musculação, o Secretário de Saúde da Capital, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho ressaltou que o prefeito Emanuel Pinheiro ainda não ‘externou’ qual direção deve seguir.

A afirmação foi feita durante entrevista à Rádio Nativa FM, na manhã desta quarta-feira (22).

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“Essa inclusão (decreto do governador) não foi em um momento oportuno. A gente tem que resolver primeiro a flexibilização judicial, depois usar do critério mais técnico”, explicou o secretário.

“Essa inclusão (decreto do governador) não foi em um momento oportuno. A gente tem que resolver primeiro a flexibilização judicial, depois usar do critério mais técnico. Ter que fazer isso (fechar o comércio) deve deixar ele (o prefeito) muito pensativo e muitas noites sem dormir, como eu também fico noites sem dormir. Não poder atender com uma UTI naquela fase aguda de que faltavam as UTIs, aquilo nos deixava atônitos. Você querer fazer e não conseguir”, explicou o secretário.

Já em relação aos salões de beleza, Pôssas exemplificou que há como usar máscaras e atender clientes de forma isolada, além de outras medidas de biossegurança, como o uso de álcool em gel e a higienização entre um atendimento e outro. No caso das academias, segundo o secretário, ele não vê como higienizar um aparelho que é usado por todos, praticamente, ao mesmo tempo e nem como ficar limpando o suor expelido durante os treinos.

“Salão de beleza, por exemplo, pode ter toda a biossegurança, podem usar máscara alguns critérios que vai atender a pessoa isoladamente, há como fazer. Agora academia, como você vai higienizar toda hora um equipamento que você pegou?”

“Salão de beleza, por exemplo, pode ter toda a biossegurança, podem usar máscara alguns critérios que vai atender a pessoa isoladamente, há como fazer. Agora academia, como você vai higienizar toda hora um equipamento que você pegou? Como você vai limpar o suor que você está expelindo? Não sei como vai fazer isso. É muito difícil garantir a biossegurança dentro de um ambiente desse”, exemplificou.

No entanto, apesar de entender como não essenciais ambos os serviços, Luiz Antônio se mostrou consternado com o que está acontecendo com a economia.

“Lamento porque tem muita academia que não vai reabrir, faliu, fechou, infelizmente. Dói no coração ver o resultado, vendo tantas academias fechando e que não vão reabrir. Já vimos três ou quatro famosas aqui em Cuiabá que não vai reabrir as portas. Então isso é lamentável, é uma coisa que dói para a gente. Você sabe o sacrifício de um empresário para abrir um negócio, manter o negócio e sustentar sua família”, lamenta Pôssas de Carvalho.

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