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Otaviano Pivetta era prefeito de Lucas do Rio Verde e disputava a reeleição quando foi alvo das ações ilegais.
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Em depoimento, na quarta-feira (5), sobre escutas clandestinas, operadas pela Polícia Militar, o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, coronel Airton Siqueira Júnior relatou que o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, teria sido grampeado, por um grupo de policiais, durante a campanha de 2016, quando tentou a reeleição e perdeu para Luiz Binotti (PSD).
Segundo Siqueira, que à época era secretário da Casa Militar, após iniciar a apuração de denúncias de ações irregulares de policiais em Lucas do Rio Verde, um cabo da PM, identificado apenas como Rafael, lhe telefonou e marcou um encontro com ele no Posto Bom Cima em Cuiabá. Lá ele revelou que esteve em uma “missão” na cidade, conduzida pelo tenente-coronel César Gomes, que conforme o depoimento, teria sido contratada pelo empresário Rogério Ferrarin, que era um dos coordenadores da campanha de Binotti, pelo valor de R$ 20 mil. A ação seria para verificar uma suposta compra de votos por parte de Pivetta.
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Para acobertar a ação irregular, o grupo de policiais teria ido a Lucas do Rio Verde com o pretexto de aplicar um curso de tiro.
O cabo Rafael relatou ao coronel Siqueira, que nessa ação o grupo de policiais instalou escuta ambiental e câmeras de vídeo, no comitê de campanha de Pivetta.
Os policiais também invadiram o escritório jurídico da campanha, que estava instalado em um hotel da cidade, no qual atuavam advogados do escritório do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques. No local eles fizeram fotos, que mandariam para o tenente-coronel César Gomes, para a produção de um relatório e subsidiar futura impugnação da candidatura de Pivetta.
Taques soube que policiais estiveram no hotel perguntando sobre os advogados de seu escritório e avisou ao secretário Siqueira, que começou a investigar o que estava ocorrendo, quando “foi informado que um deles foi identificado como caveira 06”, diz trecho do depoimento, identificado por ele posteriormente como major PM Barros, que participou da ação.
No depoimento, Siqueira ainda ressaltou a situação delicada que viveu nesse episódio, já que Binotti era candidato do vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e Pivetta do governador, Pedro Taques (PSDB).
O secretário ainda reclama que deve ter sido “vendida” uma história diferente do que a que ocorreu, pois foi intimado e foi instaurado um inquérito policial, conduzido pelo delegado Flávio Stringueta, no qual o cabo Rafael, o major Barros e o empresário Ferrarin já teriam sido ouvidos e que ele está sendo investigado por suposta operação de inteligência ilegal.















