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02 de Março de 2020, 13h:26 - A | A

PODERES / 'FUGIU DA PAUTA'

Paulo Prado confirma que sabia das cobranças de propina a Silval

Ex-chefe do MP diz ter sugerido ao ex-governador que formalizasse as denúncias, o que não teria sido feito

RepórterMT

Paulo Prado era procurador-geral de Justiça quando Silval foi governador

Paulo Prado era procurador-geral de Justiça quando Silval foi governador

DA REDAÇÃO



Procurador de Justiça, Paulo Roberto Jorge Prado confirmou, por meio de nota, que o ex-governador Silval Barbosa reclamou das pressões que vinha sofrendo por parte dos deputados estaduais, que solicitavam pagamento de propina para aprovar projetos de obras para a Copa do 2014 em Cuiabá. Disse que isso aconteceu durante uma audiência institucional e que Barbosa “fugiu da pauta”.

Diz que sugeriu ao então governador que fizesse uma representação formal das chantagens e, na condição de vítima, que também gravasse essas chantagens e encaminhasse ao Ministério Público. Entretanto, o ex-chefe do MPE afirma que nunca recebeu nada oficialmente para formalizar a denúncia e solicitar investigação.

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Leia a nota na íntegra:

Com relação à afirmação feita pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, em depoimento à chamada “CPI do Paletó” nesta segunda-feira (02/03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de que teria solicitado ajuda ao Ministério Público Estadual, por intermédio do então procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, porque estaria sofrendo, durante sua gestão, chantagem de deputados estaduais para que projetos de obras da Copa do Mundo de 2014 fossem aprovados pela Assembleia Legislativa, o Procurador Paulo Prado tem a esclarecer o seguinte:

“Ainda na gestão do ex-governador, durante uma audiência de caráter institucional no Gabinete do Palácio Paiaguás, Silval Barbosa, fugindo da pauta, em determinado momento afirmou que não estava mais suportando as pressões feitas pelos deputados estaduais, que solicitavam pagamento de propina para aprovar projetos de obras para a Copa do 2014 em Cuiabá. 

Em resposta, sugeri que o então governador se reunisse com sua assessoria direta e com a área de inteligência do Governo e preparasse uma representação formal detalhada da suposta chantagem que estaria sofrendo, inclusive informando os nomes dos parlamentares que exigiam propina.  Sugeri também, inclusive, que na condição de vítima, ele poderia gravar as supostas tentativas de extorsão e então encaminhar o material ao Ministério Público Estadual para as devidas providências. Entretanto, o senhor Silval Barbosa nunca encaminhou qualquer tipo de documento ao MP para formalizar uma denúncia e solicitar a atuação ministerial.”

 

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