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Ana Cristiana Feldner atua no processo que apura a participação de vários políticos no esquema de arapongagem no Estado.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
A delegada Ana Cristina Feldner afirmou ao
, no início da tarde desta segunda-feira (23), que é possível que o relator do processo que apura o esquema de grampos em Mato Grosso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Mauro Campbell Marques, mantenha a Polícia Civil com responsável pelas investigações, como já vinha ocorrendo anteriormente.
“A Polícia Civil de Mato Grosso só não irá trabalhar nesta investigação, caso o Judiciário não deseje, porque nada impede”, afirmou a delegada Ana Cristina Feldner.
Avaliação acontece após o ministro do STJ assumir todas as investigações referentes ao escândalo das escutas telefônicas clandestinas que estavam sob relatoria do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, após o governador Pedro Taques (PSDB) pedir para ser investigado.
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“A Polícia Civil de Mato Grosso só não irá trabalhar nesta investigação, caso o Judiciário não deseje, porque nada impede”, afirmou a delegada.
No entanto, o fato do ministro determinar que a Polícia Civil continue as investigações não quer dizer que os delegados permaneçam os mesmos.
“Isso não significa que seja eu, Ana Cristina, mas sim a Polícia Civil de Mato Grosso”, resumiu.
Porém, a delegada faz questão de reforça que essa é uma decisão única e exclusiva do ministro. Neste caso, Mauro Campbell Marques pode determinar que a Polícia Federal entre no caso.
Avocou processo
No último dia 11, o ministro Mauro Campbell acolheu pedido do governador Pedro Taques (PSDB) e determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso remetesse todo o conteúdo das investigações do esquema de interceptações telefônicas clandestinas, no âmbito das Polícias Civil e Militar, à instância superior. Antes o processo era conduzido no Estado, pelo desembargador Orlando Perri.
Mauro Campbell ainda decretou o sigilo do inquérito e de todos os demais procedimentos avocados “para que sejam submetidos a criterioso e célere controle judicial, a fim de sustentar os demais atos da investigação”.
Segundo ele, estavam sob análise seis inquéritos no âmbito do TJ, enquanto a mesma investigação também era feita pelo STJ. “Com base no que foi relatado, há, portanto, duas frentes investigatórias relacionadas aos mesmos fatos aqui apurados”.
O pedido para que toda a apuração seja feita pelo STJ foi feito por Taques no dia 25 de setembro, quando Perri determinou o afastamento do ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas.
As investigações culminaram nas prisões dos ex-secretários de Segurança Pública, Rogers Jarbas, de Justiça, Airton Siqueira, da Casa Militar, Evandro Lesco, e sua mulher, Helen Lesco, além de policiais militares, envolvidos no esquema chamado de “grampolândia”.














