MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, na quinta-feira (04), que a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá é uma empresa privada e não pode receber dinheiro público sem a prestação de serviços contratualizados com o Estado.
Desde o começo de janeiro, os diretores do hospital filantrópico tentam empréstimos com o Governo e a Prefeitura para sanar a dívidas que giram em torno de R$ 100 milhões e pagar os salários atrasados dos trabalhadores. Por conta da crise, a unidade está com as portas fechadas para atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) desde o dia 11 de março.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
“Uma empresa privada não pode receber dinheiro sem que preste serviço. Não é um hospital público que se pode fazer aportes. Existem regras para se transferir”, declarou o governador.
No entanto, Mauro disse que a direção pede ajuda, mas não apresenta as contas do hospital. Segundo ele, o Governo solicitou isso a mais de 20 dias. “É uma atitude muito estranha e ruim, pois toda hora é colocado um número sobre o déficit do hospital”.
“Uma empresa privada não pode receber dinheiro sem que preste serviço. Não é um hospital público que se pode fazer aportes. Existem regras para se transferir”, acrescentou o governador.
Enfatizou que tem que ficar muito claro para a sociedade que o hospital tem sócios e eles respondem pelo que acontece dentro da unidade.
“Nós, Poder Público, contratamos a Santa Casa e pagamos pelos serviços que ela tem que prestar”.
“Não dá mais para ficar convivendo com essas histórias que circularam tantas e tantas vezes na imprensa de desvio de conduta, de dinheiro lá dentro, que é dinheiro público”, reforçou.
O governador reforçou que se a direção quer mesmo ajuda financeira, seja do Estado, Prefeitura de Cuiabá ou União, é preciso apresentar um plano efetivo de trabalho que convença o Poder Público, e que a partir disso se crie um mecanismo de transferência dos valores.
“Não dá mais para ficar convivendo com essas histórias que circularam tantas e tantas vezes na imprensa de desvio de conduta, de dinheiro lá dentro, que é dinheiro público”, reforçou.
Mauro também frisou que a responsabilidade de fiscalizar os recursos públicos dentro do hospital é exclusivamente da Prefeitura de Cuiabá, devido ao sistema de gestão plena, quando os governos Estadual e Federal enviam o dinheiro para o Fundo Municipal e a Prefeitura promove as contratualizações de serviços médicos com a Santa Casa.
“Cabe à Prefeitura esse relacionamento mais direto”, concluiu o governador.
Leia mais
Repasse de R$ 3,5 milhões a funcionários da Santa Casa depende do MP e Prefeitura
Secretário diz que hospital é inoperante e dados não são confiáveis
Santa Casa corta R$ 250 mil na folha de pagamento dos funcionários
















Contribuinte 05/04/2019
Mas trabalhar sem receber, pode?
1 comentários