RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM) afirmou, nesta quinta-feira (04), que a Mesa Diretora definiu a quantia de R$ 3,5 milhões a ser destinada para pagamento de salários dos servidores da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que não recebem há seis meses.
No entanto, Botelho explicou que para o dinheiro chegar ao filantrópico ainda será necessária uma série de medidas administrativas e burocráticas, sendo necessárias atuações do Ministério Público e da Prefeitura de Cuiabá.
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“Não tem como [pagar diretamente] porque a Assembleia não tem caminho legal para repassar [o dinheiro]. O Estado terá que passar para a Prefeitura que repassará para a Santa Casa”, detalhou.
Porém, a Prefeitura de Cuiabá já informou ao presidente que para entregar o valor à Santa Casa, primeiro será feito um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
“O secretário de Saúde do município disse que só pode repassar [o valor] por meio de um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] com o Ministério Público Estadual. Avisei os diretores da Santa Casa que está disponível", disse o presidente da Assembleia.
“O secretário de Saúde do município disse que só pode repassar [o valor] por meio de um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] com o Ministério Público Estadual. Avisei os diretores da Santa Casa que está disponível; corre atrás desse TAC que vamos dar esse primeiro passo para a reabertura da Santa Casa”, disse Eduardo Botelho durante o encontro de prefeitos.
A decisão da Mesa Diretora é uma forma de socorrer os funcionários do hospital, que estão inclusive passando fome.
Esta semana, um grupo de voluntários decidiu iniciar uma campanha denominada “SOS Funcionários da Santa Casa” para arrecadar sacolões e doar aos trabalhadores.
A doação de cestas é para suprir as necessidades mais urgentes de cerca de 800 famílias, que estão desamparadas, com sérias dificuldades financeiras, com atrasos em contas de luz, água, pensões alimentícias e algumas até passando fome.
Os funcionários deflagraram greve no mês de março em protesto aos pagamentos atrasados. Sem mão de obra e com dívida de R$ 80 milhões, a instituição fechou as portas para o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde, desde o dia 11 de março.
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