Cuiabá, 12 de Agosto de 2022
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01 de Julho de 2022, 10h:11 - A | A

PODERES / “MEDIDA ELEITOREIRA”

Mauro detona ‘PEC Kamikaze’ aprovada no Senado: Ficam atrás de ‘votinho’

PEC prevê abertura de crédito de R$ 40 milhões no orçamento da União para programas sociais

EUZIANY TEODORO
DAFFINY DELGADO



O governador Mauro Mendes (União Brasil) detonou a aprovação da PEC 01/2022, no Senado Federal, que abre R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União, para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais. Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, aprovada a apenas três meses das eleições.
“É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º).
Apresentada em janeiro, a PEC, de autoria do senador por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), prevê estado de emergência até o final do ano, com objetivo de ampliar pagamentos de benefícios sociais.
Entre as medidas, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.
Para Mauro, o momento é o pior possível, pois o governo federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social.
“Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento, o DNIT tem menor orçamento de sua história, a BR-163 lá pra cima chegou aos frangalhos de manutenção”, exemplificou.
Mauro defende que a medida deveria ter sido planejada e aprovada desde o ano passado, para passar a vigorar este ano. Sem influenciar no período eleitoral.
Segundo ele, o cidadão eleitor está atento e vai perceber a “manobra”. “Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto, muito mais do que muitos políticos que tem lá naquele congresso nacional.”
“O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira, que talvez não gere resultado”, concluiu.
Aprovada no Senado, a PEC agora vai passar por avaliação da Câmara Federal e, depois, segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).

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