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13 de Março de 2019, 07h:00 - A | A

PODERES / CRISE SEM FIM

Mauro acusa que falta dinheiro e salários continuam pagos em prestações

Governador afirma que não é possível fazer previsões de pagamento integral enquanto o fluxo de caixa e arrecadação do Estado não melhorar significativamente.

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Governador Mauro Mendes evita fazer previsão de quando pagará os salários de forma integral.

Governador Mauro Mendes evita fazer previsão de quando pagará os salários de forma integral.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM) foi taxativo ao dizer que ainda não há nenhuma perspectiva de o Governo regularizar a situação salarial dos servidores, que atualmente recebem de forma parcelada. 

Conforme Mauro, apesar de a economia do Estado ter apresentado melhoras, o fluxo de caixa e a arrecadação ainda não aumentaram o suficiente ao ponto de pagar os salários de maneira integral no dia 10 de cada mês e posteriomente quitar a folha dentro do mês trabalhado.

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“Depende só da arrecadação. Estamos fazendo a lição de casa; estamos pagando o décimo terceiro, referente aos meses de novembro e dezembro. Estamos honrando de acordo com o possível. Depende do caixa, da receita, tem várias variáveis que eu não controlo”, destacou Mauro durante a cerimônia de entrega de 14 ambulâncias a 14 municípios, que ocorreu na noite de terça-feira (12), na Praça das Bandeiras, em Cuiabá.

"Estamos apertando na cobrança das dívidas ativas e muitos indicadores já mostram uma melhoria de performance. Mas não temos a menor condição de fazer uma previsibilidade real e chutar e eu não chuto”, enfatizou o governador.

Embora a gestão tenha adotado medidas austeras desde janeiro, Mauro diz que ainda é muito cedo para fazer prognósticos de quando o Estado sairá da crise econômica para regularizar os salários do funcionalismo público.

“Estamos apertando o pé, cortando os gastos. Estamos apertando na cobrança das dívidas ativas e muitos indicadores já mostram uma melhoria de performance. Mas não temos a menor condição de fazer uma previsibilidade real e chutar e eu não chuto”, enfatizou o governador.

O Governo adotou a política de parcelamento de salários, desde o mês de janeiro. Neste mês, os servidores receberam a primeira parcela do salário [referente aos dias trabalhados em feveiro] no valor de R$ 5, 2 mil. Com isso, 75% dos funcionários receberam de forma integral. A última parcela está prevista para o dia 21 de março, quando o Governo quitará integralmente a folha.

Antes, na gestão Pedro Taques (PSDB), o sistema era de escalonamento, e os funcionários que ganhavam mais recebiam apenas no final do mês, com quase 30 dias de atraso.

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