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27 de Abril de 2021, 23h:21 - A | A

PODERES / JUSTIÇA AUTORIZA

Marcus Brito pode voltar ser procurador-geral do município de Cuiabá

Marcus Antônio de Souza Brito foi alvo de operação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil e afastado em 2020.

RepórterMT

Marcus Brito afirma estar mais "aliviado" com o andar do processo.

Marcus Brito afirma estar mais "aliviado" com o andar do processo.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



Ana Cristina Mendes, juíza titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, autorizou o retorno do Procurador-Geral do Município de Cuiabá, Marcus Antônio de Souza Brito, em decisão na noite desta terça-feira (27).

Brito foi afastado do cargo em 2020, quando foi alvo da operação Ovelap, deflagrada em setembro pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gaeco.

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A principal acusação é de que ele teria envolvimento em contratos públicos para benefício financeiro. A situação, porém, não interferiria a atividade funcional do acusado, conforme avaliou a magistrada.

“Assim, nesta quadra de ideias, não haveria outros elementos a denotar eventual prática criminosa imputada ao Investigado que guardaria nexo funcional ou relação direta com o exercício do cargo de Procurador-Geral do Município, logo, impõe-se, exclusivamente, o afastamento do Requerente apenas da função exercida na Secretaria Municipal de Comunicação e Inovação, ficando a juízo do Prefeito de Cuiabá a incumbência de nomeação para o cargo de Procurador-Geral do Município”, decidiu a magistrada.

Nas mãos de Pinheiro

O conversou com Marcus Brito. Ele disse que está aliviado e que essa decisão traz um pouco de paz.
“É uma sensação de alívio. Não sou contra operações, mas agora o processo está começando a se delinear. As coisas vão se clareando a cada dia. Agora eu consigo trabalhar um pouco em paz”, afirma.

Brito salientou que na época dos fatos, pediu exoneração para responder ao processo afastado das funções na prefeitura e que agora, a possível nomeação está a cargo do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

“Na decisão ela determina o retorno imediato, mas na época eu quis ser exonerado “a pedido”. Agora depende do prefeito”, explica.

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