RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO
Ana Cristina Mendes, juíza titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, autorizou o retorno do Procurador-Geral do Município de Cuiabá, Marcus Antônio de Souza Brito, em decisão na noite desta terça-feira (27).
Brito foi afastado do cargo em 2020, quando foi alvo da operação Ovelap, deflagrada em setembro pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gaeco.
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A principal acusação é de que ele teria envolvimento em contratos públicos para benefício financeiro. A situação, porém, não interferiria a atividade funcional do acusado, conforme avaliou a magistrada.
“Assim, nesta quadra de ideias, não haveria outros elementos a denotar eventual prática criminosa imputada ao Investigado que guardaria nexo funcional ou relação direta com o exercício do cargo de Procurador-Geral do Município, logo, impõe-se, exclusivamente, o afastamento do Requerente apenas da função exercida na Secretaria Municipal de Comunicação e Inovação, ficando a juízo do Prefeito de Cuiabá a incumbência de nomeação para o cargo de Procurador-Geral do Município”, decidiu a magistrada.
Nas mãos de Pinheiro
O
conversou com Marcus Brito. Ele disse que está aliviado e que essa decisão traz um pouco de paz.
“É uma sensação de alívio. Não sou contra operações, mas agora o processo está começando a se delinear. As coisas vão se clareando a cada dia. Agora eu consigo trabalhar um pouco em paz”, afirma.
Brito salientou que na época dos fatos, pediu exoneração para responder ao processo afastado das funções na prefeitura e que agora, a possível nomeação está a cargo do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
“Na decisão ela determina o retorno imediato, mas na época eu quis ser exonerado “a pedido”. Agora depende do prefeito”, explica.
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