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06 de Junho de 2017, 08h:20 - A | A

PODERES / SOCORRO À SAÚDE

Leitão pede que deputados transfiram R$ 80 milhões em emendas

Segundo o deputado tucano, a maioria dos deputados federais apoia a proposta. Caso fique definido, o remanejamento dos valores deve acontecer nos próximos 30 dias.

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Nilson Leitão é presidente do PSDB e principal aliado do governador Pedro Taques (mesmo partido).

Nilson Leitão é presidente do PSDB e principal aliado do governador Pedro Taques (mesmo partido).

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) disse que parte da bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados está disposta a remanejar, no prazo de 30 dias, R$ 80 milhões em emendas parlamentares - que seriam destinadas para a compra de equipamentos diversos - para ajudar no custeio da Secretaria de Estado Saúde (SES) e minimizar a crise que assola o setor há cerca de cinco anos. O assunto já foi debatido com o governador Pedro Taques (PSDB) durante reunião no Palácio Paiaguás, na segunda-feira (5).

 

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“Enquanto tiver essa dívida existente do passado nós não conseguiremos resolver o futuro, por isso é muito importante acabar com essa dívida enorme que vem desde 2011”, observou o tucano.

 

A contribuição dos deputados federais, segundo Nilson Leitão, colocaria fim ao problema que se arrasta desde a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

“Enquanto tiver essa dívida existente do passado nós não conseguiremos resolver o futuro, por isso é muito importante acabar com essa dívida enorme que vem desde 2011”, observou o tucano.  

O parlamentar afirmou, ainda, que já conversou sobre o remanejamento dos valores para o custeio da Saúde com todos os deputados da bancada. “A maioria concordou e outros gostariam que fosse para os municípios, mas em minha opinião o dinheiro tem que ser para atender os sete hospitais regionais do interior e o de Cuiabá”, sugeriu.

“O problema não é a Saúde e, sim, o orçamento nacional que está apertado no Brasil e o custo da máquina cada vez mais alto", disse o deputado.

O déficit na Saúde de Mato Grosso está calculado em R$ 160 milhões, fator extremamente preocupante para o Governo que registrou queda de 10,2% na arrecadação em 2017.

“O problema não é a Saúde e, sim, o orçamento nacional que está apertado no Brasil e o custo da máquina cada vez mais alto. Porém, é nas piores crises que encontramos as melhores soluções”, frisou Leitão.

Propostas

Com o objetivo de zerar o déficit milionário e manter o repasse da Saúde em dia, a equipe econômica do Estado anunciou que estuda a elevação da alíquota de impostos sobre o óleo diesel, agropecuária e a energia elétrica.

A possibilidade do aumento no percentual dos tributos foi admitida pelo secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira, após reunião com o Comitê da Saúde - que tem como integrantes prefeitos, deputados e o próprio Governo com o objetivo de discutir as demandas do setor.

“À essa altura, somente o uso do Fethab [Fundo de Transporte e Habitação] não resolve o problema da Saúde, que é uma consequência financeira que todos os Estados vêm sofrendo. Simplesmente remanejar recursos pode emergencialmente resolver, mas também não podemos tirar de outra área. Então, neste caso, precisamos ir atrás do chamado dinheiro novo”, explicou Gustavo Oliveira (Veja mais aqui). 

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