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19 de Outubro de 2018, 17h:43 - A | A

PODERES / PIVÔ DA GRAMPOLÂNDIA

Justiça manda prender cabo da PM que violou tornozeleira para ir à boate

O militar estava proibido de sair de casa pela Justiça, mas violou medidas cautelares ao frequentar uma casa show de Cuiabá.

RepórterMT/Reprodução

Cabo Gerson com os seus advogados durante depoimento na 11ª Vara  Criminal Militar do Fórum de Cuiabá

Cabo Gerson com os seus advogados durante depoimento na 11ª Vara Criminal Militar do Fórum de Cuiabá

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O juiz substituto da Décima Vara Criminal de Cuiabá, Wladymir Perri, decretou a prisão do cabo da PM Gerson Correa Júnior, na tarde desta sexta-feira (19), réu no processo de grampos no âmbito da Polícia Militar.

A decisão ocorre porque o militar confessou ter desrespeitado medidas cautelares e ido à casa de shows Malcom Pub, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, durante madrugada do dia 30 de agosto deste ano.

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A prisão do cabo foi confirmada ao pelo advogado Neyman Monteiro. No entanto, a defesa do cabo não quis dar mais detalhes. Mas afirmou que vai se inteirar da decisão e tomar as medidas cabíveis.

Gerson é réu confesso no processo que investiga um esquema de grampos no Estado. Ele teria sido o operador das escutas ilegais realizadas contra políticos, jornalistas e advogados, de 2014 a 2017.

A Justiça acatou um parecer do Ministério Público do Estado que pediu a prisão do militar pela violação das cautelares.

Sobre a ida ao Malcon Pub, Gerson argumentou que o motivo seria apenas para que pudesse levar sua mulher de volta para casa, pois, os dois teriam se desentendido durante uma discussão de casa. Na petição, o cabo ainda pediu para não ser preso novamente.

O MPE não aceitou os argumentos. O promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, autor do requerimento, considerou a violação da cautelar “absolutamente grave”.

Em seu parecer – protocolado no último dia 17 – destacou que o cabo, em outras oportunidades, já apresentou versões diferentes sobre a sua ida à casa de shows, “sendo capaz de forjar novas provas e arquitetar uma trama de mentiras, a fim de esquivar-se de eventual responsabilização pelo descumprimento das medidas”.

Para o promotor, ficou claro o descumprimento das medidas cautelares, principalmente, pelo monitoramento eletrônico do Malcom, assim como pela “saída noturna desautorizada e injustificada”. 

Observou ainda que qualquer violação das regras é motivo para uma nova prisão do réu. 

“A concessão de liberdade provisória condicionada ao cumprimento de medidas cautelares diversas da constrição, prevista no artigo 282 e seguintes do Código Penal, tem como corolário óbvio sua revogação em caso de inobservância. Portanto, o descumprimento de quaisquer das medidas cautelares impostas, nos termos da lei vigente, é motivo suficiente para sustentar um novo decreto prisional”, escreveu o MPE.

Atualização (18h14) - A Polícia Militar, por meio da assessoria de imprensa, confirmou que o cabo já foi preso por oficiais da Corregedoria da PM, que cumpriram a ordem judicial no final da tarde desta sexta. Gerson vai cumprir prisão preventiva em uma unidade militar da Capital, porém, o local exato não foi informado.

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