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Cuiabá, 20 de Junho de 2026
20 de Junho de 2026

20 de Março de 2019, 11h:35 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO

Justiça bloqueia R$ 4,7 milhões de deputado investigado por desvios

Os ex-deputados José Riva, Mauro Savi, Gilmar Fabris e outras nove pessoas também tiveram contas bloqueadas.

MARIA JULIA SOUZA
DA REDAÇÃO



O juiz Bruno D'Oliveira Marques, da Vara de Ação Civil Pública, determinou o bloqueio das contas do deputado Romoaldo Júnior (MDB).  Foram bloqueados R$ 4,7 milhões do vice-líder do Governo na Assembleia.

A decisão é do dia 15 de março e acata parcialmente o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) contra os réus da “Operação Ventríloquo”. Os ex-deputados José Riva, Mauro Savi, Gilmar Fabris e outras nove pessoas também tiveram contas bloqueadas.

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A promotora do caso pediu o afastamento e cassação do deputado Romoaldo Júnior, para evitar que o mesmo utilize de facilidades inerentes ao exercício do cargo para forjar provas, ou intimidar servidores públicos e subordinados, mas o pedido não foi concedido pelo juiz.

Também são citados: Anderson Flávio de Godoi, Luiz Márcio Bastos Pommot, Francisvaldo Mendes Pacheco, Odenil Rodrigues de Almeida, Ana Paula Ferrari Aguiar, Marcelo Henrique Cini, Leila Clementina Sinigaglia Daroit, José Antônio Lopes, Claudinei Teixeira Diniz, Edilson Guermandi de Queiroz, Cleber Antonio Cini, Valdir Daroit.

A Operação Ventríloquo investigou desvios de R$ 9,48 milhões da Assembleia Legislativa nos anos de 2013 e 2014. 

Romoaldo x Ventríloquo

Em depoimento à então juíza Selma Rosane Arruda, que era titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, principal investigado da Operação Ventríloquo, afirmou que no esquema, o deputado Romoaldo Júnior teria recebido R$ 1,5 milhão do dinheiro desviado.

Segundo Riva, todos teriam recebido através de ‘laranjas’, em sua maioria servidores da Assembleia.

 

O deputado Romoaldo Júnior, por meio da sua assessoria, se posicionou sobre o caso.

Leia nota na íntegra: 

"Recebo isso com naturalidade. O único fato intrigante foi o Ministério Público pedir o meu afastamento do cargo de deputado, isso foi desproporcional. Ademais, o juiz Bruno D'Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Popular, que inclusive negou o pedido do meu afastamento, está agindo de forma justa e plena, dentro dos preceitos jurídicos, me garantindo a oportunidade de defesa", declara o deputado ao argumentar que a situação é desconfortável pelo fato de macular a imagem dele, entretanto, diz que está firme e confiante no processo de prova da sua inocência.

 

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