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16 de Janeiro de 2017, 10h:00 - A | A

PODERES / NOVAS OPERAÇÕES

Juíza prevê 'ano turbulento' para políticos envolvidos em corrupção

Segundo Selma Arruda, as ações estão ligadas ao desdobramentos das investigações relativas às operações Sodoma, Seven e Rêmora.

Repórter MT

Juíza Selma Arruda retorna do recesso prevendo

Juíza Selma Arruda retorna do recesso prevendo "ano turbulento" , em razão de várias operações

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, prevê que 2017 será um ano muito “turbulento” para classe política de Mato Grosso, por causa dos desdobramentos das operações que visam o combate à corrupção.

Em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta segunda-feira (16), a magistrada disse que novas ações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) devem ser autorizadas pela Justiça, em razão de novos fatos que surgiram durante as investigações do Ministério Público Estadual, nas operações Sodoma, Seven e Rêmora.

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“Nós vamos ter um ano de 2017 bastante turbulento porque existem muitas investigações pendentes e que deverão ser findadas, além de muitas ações penais que devem ser oferecidas pelo Ministério Público”, afirmou.

Selma não descartou a possibilidade de novas prisões de agentes públicos. Segundo a juíza, os processos precisam ser minuciosamente analisados, mas a decisão depende muito da postura de cada investigado.

“Se houver essa necessidade e requerimento do Ministério Público, nós vamos analisar caso a caso. Vamos avaliar a necessidade de decretar prisões, mas isso depende da conclusão de processos e do comportamento [dos réus]”, disse.

Mesmo com um aumento no número de operações, investigados e o surgimentos de novas provas, a magistrada pretende concluir os processos de políticos importantes.

São exemplos os processos relacionados ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB) – preso desde 2015, com ex-secretários acusados de concederem incentivos ficais em troca de propina -  e ao ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (sem partido), que está em liberdade, por força de habeas corpus do Supremo Tribunal Federal.

“Provavelmente, outras fases dessas operações deverão ser deflagradas. No entanto, eu prevejo que essas primeiras fases da Sodoma e de outras sejam finalizadas em 2017”, afirmou Selma Arruda.

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