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10 de Julho de 2017, 17h:38 - A | A

PODERES / R$ 350 MIL

Juíza determina fiança e revoga prisão domiciliar de Alan Malouf

A decisão é desta segunda-feira (10) e a juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, impôs, além do pagamento da fiança, medidas cautelares, como o monitoramento eletrônico.

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O empresário Alan Malouf utilizou como argumento para que tivesse a prisão domiciliar revogada o entendimento de que “tem se comportado exatamente como lhe foi determinado

O empresário Alan Malouf utilizou como argumento para que tivesse a prisão domiciliar revogada o entendimento de que “tem se comportado exatamente como lhe foi determinado".

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



A juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, determinou pagamento de R$ 350 mil como fiança para que o empresário Alan Malouf, um dos sócios do buffet Leila Malouf, tenha a prisão domiciliar revogada. Ele é um dos delatores do esquema de fraudes na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), revelado na Operação Rêmora.

A decisão é desta segunda-feira (10) e Selma impôs, além do pagamento da fiança, medidas cautelares, como o monitoramento eletrônico, comparecimento mensal em juízo, proibição de contato com os demais réus, entrega de passaporte em juízo, a fim de que não se ausente do país sob qualquer hipótese.

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Malouf utilizou como argumento para que tivesse a prisão domiciliar revogada o entendimento de que “tem se comportado exatamente como lhe foi determinado, o que indica que não tem propensão a atrapalhar ou tumultuar o andamento dos processos. Inclusive já foi interrogado em um deles e confessou espontaneamente a autoria do delito, recentemente”.

O fato de já ter inclusive confessado espontaneamente os delitos e apontado para todas as pessoas e circunstâncias com ele envolvidas me faz retirar essa hipótese [prisão domiciliar] como plausível, ou seja, uma vez que já se mostrou um colaborador na elucidação dos fatos, dificilmente agirá em sentido contrário daqui para frente”, decidiu a magistrada.

Malouf está em prisão domiciliar desde dezembro de 2016.

A defesa do empresário considerou a decisão "justa e oportuna, uma vez que foi demonstrada pela defesa que os requisitos estabelecidos no pedido de prisão já não estavam mais presentes. O empresário continuará colaborando com a Justiça, com a confiança na apreciação imparcial dos órgãos responsáveis".

Operação Rêmora

O empresário confirmou à Selma, em junho deste ano, o esquema de fraudes na Seduc. Segundo o ele, o desvio de dinheiro, por meio de licitações fraudulentas, estava ocorrendo para ressarcir empresários que ratearam uma dívida da campanha do governador Pedro Taques (PSDB).

Segundo Alan, valores desviados de medições para obras da Seduc, comandada pelo tucano Permínio Pinto, teriam sido devolvidos aos empresários que colaboraram com a campanha. O réu afirma ter colaborado com R$ 10 milhões para a campanha vitoriosa de Pedro Taques ao Governo, por meio de esquema de "caixa 2" (sem prestação de contas). Guizardi também teria doado R$ 200 mil de forma irregular. O dinheiro retornaria com os desvios de verbas da Seduc. O grupo também cobrou propina de empreiteiros que participam de licitações de cartas marcadas para as obras da secretaria.

Operação Sodoma

Alan Malouf também foi citado pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, no decorrer da Operação Sodoma.

Nadaf disse ter emprestado R$ 2,1 milhões ao empresário, proveniente da propina recebida da desapropriação de um terreno no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, e venda de uma área na região do Manso, como forma de lavar o dinheiro.

Após o empréstimo, Nadaf disse que solicitou ao empresário que fosse oficializado um contrato entre a NC Consultoria [empresa do ex-secretário] e o Buffet Leila Malouf para que sua empresa de fachada pudesse ter lastro financeiro. Neste mesmo período, repassou mais R$ 1,5 milhão com o objetivo de lavar mais dinheiro. “Este valor ainda está com o Alan”, disse.

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