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26 de Fevereiro de 2021, 22h:43 - A | A

PODERES / AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO

Juiz pede cautela ao MP e convoca Emanuel, Kalil e Mauro para definir lockdown na segunda-feira

Ministério Público Estadual pede quarentena de 14 dias em Cuiabá e Várzea Grande para conter o avanço da covid.

RepórterMT

José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande

José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande

REDAÇÃO



O juiz José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou a convocação dos prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB), de Cuiabá, Kalil Baracat (MDB), de Várzea Grande, e do governador Mauro Mendes (DEM) para definir em audiência uma saída para explosão de casos da covid-19 em Mato Grosso.

Na decisão, proferida na noite desta sexta-feira (26), o magistrado argumentou que por cautela decidiu designar audiência de conciliação para a próxima segunda-feira (1º de março) por videoconferência, e-mail ou WhatsApp.

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A medida é uma resposta ao pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para que o Poder Judiciário determine que os Municípios de Cuiabá e Várzea Grande adotem medidas sanitárias mais restritivas por 14 dias, em conformidade com o Decreto Estadual Nº 522/2020.

O MPE solicita, por exemplo, que a Justiça “ordene ao Estado de Mato Grosso a emissão de ato específico ao Comando da Polícia Militar e Polícia Civil para o atendimento imediato e sem necessidade de prévia intervenção de agentes municipais, para a interrupção e encerramento de quaisquer eventos e atividades”.

Conforme o promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes, ao serem classificadas como risco alto, “fica evidente que as referidas localidades que compõem a região metropolitana de Cuiabá precisam tomar medidas supletivas de distanciamento e isolamento social, bem como de restrição de atividades, conforme os decretos estaduais nº 522/2020 e 532/2020”.

Para o promotor de Justiça, a partir do momento em que a aplicação de vacinas segue em ritmo lento, não se conseguindo sequer imunizar os grupos prioritários, a adoção das medidas não farmacológicas se apresenta como o meio mais seguro de impedir uma maior disseminação da doença.

“O enorme incremento de casos em outras regiões do país, como Amazonas, Rio Grande do Sul e mesmo São Paulo, com a inserção de novas variantes mais perigosas de Covid demonstram que é apenas questão de tempo que um quadro de mesmo tipo se estabeleça em Mato Grosso, especialmente na região metropolitana da Capital, sendo previsível o esgotamento dos meios de atendimento médico especializado, notadamente Unidades de Terapia Intensiva”, considerou.

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