Cuiabá, 15 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
15 de Setembro de 2026

08 de Julho de 2020, 17h:45 - A | A

PODERES / CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE

Juiz marca audiência com prefeitos para debater prorrogação da quarentena por 14 dias

O Ministério Público pediu a manutenção da quarentena devido as cidades continuarem com nível de alto risco e pela taxa de ocupação dos leitos de UTI.

RepórterMT/Reprodução

Juiz José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande.

Juiz José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande.

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



O juiz José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, marcou uma audiência de conciliação por videoconferência nesta quinta-feira (09), às 15h, para discutir com representantes dos Municípios de Cuiabá e Várzea Grande sobre o pedido feito pelo Ministério Público do Estado (MPMT) para prorrogação da quarentena obrigatória na região metropolitana por mais 14 mais.

Os prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB), de Cuiabá, e Lucimar Campos (DEM), de Várzea Grande, devem participar do encontro com a presença de membros do comitê de enfrentamento ao coronavírus, além de representantes do Governo do Estado e do Ministério Público. 

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

O MPMT recomendou que as medidas sejam mantidas porque os municípios ainda estão em situação de risco considerado "muito alto", de acordo com o decreto do Estado n° 522/2020. No documento assinado pelo promotor de Justiça, Alexandre de Matos Guedes, cita sobre o índice de ocupação dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estava na faixa de 93%, além da fila de pessoas à espera de leito.

Em junho, o magistrado atendeu ao pedido do MPMT e determinou que os municípios apliquem todas as medidas descritas no decreto estadual para cidades com nível de risco "muito alto", como quarentena coletiva obrigatória, barreiras sanitárias e abertura apenas de serviços e atividades essenciais, pelo período de 15 dias, que iniciou no último 25.

Além disso, determinou o aumento da frota do transporte coletivo, podendo entrar o número de passageiros sentados, e que os horários de atividades essenciais não sejam restringidos.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), tentou derrubar a decisão na Justiça do Estado alegando que houve invasão de competência, pois, segundo ele, cabe ao chefe do Poder Executivo determinar essas regras sanitárias e epidemiológicas no município, mas não teve êxito.

Ele também sofreu derrota no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Dias Toffoli, negou na tarde desta quarta-feira (08) os pedidos de suspensão de tutela provisória impetrados pelas prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, que questionavam decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que manteve a quarentena obrigatória nas duas cidades.

Os dois municípios também entraram com Reclamação no STF contra a decisão em primeira instância. O ministro Gilmar Mendes é o relator dos recursos e, agora, com a decisão do presidente, deve dar o parecer.

Comente esta notícia