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Cuiabá, 13 de Julho de 2024
13 de Julho de 2024

21 de Junho de 2024, 16h:29 - A | A

PODERES / INVESTIGADO PELO CNJ

Juiz diz que é vítima de "narrativas psicopatas" e compara acusações com nazismo

Wladymir Perri é alvo de sindicância após dar voz de prisão à mãe de um jovem assassinado

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT



Alvo de sindicância da Corregedoria-Geral da Justiça e investigação no Conselho Nacional de Justiça, o juiz Wladymir Perri afirmou que é vítima de narrativas criadas por psicopatas que querem “varrer” ele da magistratura. Em uma carta aberta, Perri compara a investigação contra ele com o nazismo.

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Nesta semana, o corregedor-geral de Justiça de Mato Grosso, o desembargador Juvenal Pereira da Silva, votou pela abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Perri. Em setembro de 2023, durante audiência de instrução, o juiz deu voz de prisão à mãe de um jovem que foi assassinado em 2016. O caso ganhou bastante repercussão.

Em sua defesa, Perri disse que é vítima de uma “armadilha”, porém nada que ele fale irá fazer diferença, pois ele já foi “condenado”.

No fatídico dia qual aconteceu a prisão da dona Silvia, por instigação, de imediato ao perceber que havia caído em uma armadilha, desloquei naquela final de tarde/noite de sexta-feira ao gabinete do citado corregedor, cujo me ouviu com paciência os fatos acontecidos e consignado em ata de audiência, diga-se, que até hoje não foi impugnado no processo”, descreve ele na carta.

Portanto, meu julgamento, guardando evidentemente as devidas proporções, está acontecendo com a narrativa do arianismo, qual Hitler impôs uma guerra que matou 42 milhões de pessoas. Com uma narrativa de combate ao neonazismo, Putin provocou uma guerra com a Ucrânia, que chacoalha o mundo e faz todos temerem serem varridos da face da terra, num verdadeiro Armagedom, e é o que estão tentando fazer comigo, ou seja, ser varrido da magistratura”, completou.

O magistrado ressalta que já foi pré-julgado inclusive pelo Conselho Nacional de Justiça. “Construí minha vida na verdade e não em narrativas de psicopatas, pois se errei foi em busca da verdade, e, por sua vez, se acertei não foi porque tive a melhor narrativa”, concluiu.

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Relembre o caso

Tudo começou quando a mulher, identificada apenas como Silvia, foi questionada, durante a audiência de instrução, se estava constrangida em prestar depoimento diante do assassino de seu filho. A resposta dela foi “para mim ele não é ninguém”. Diante disso, o advogado do réu pediu “urbanidade”.

Nesse momento, Perri intervém e pede que a mãe da vítima “mantenha a serenidade e a inteligência emocional”. A mãe respondeu que era inteligente e decidiu que não queria mais depor na audiência de instrução.

Quando a audiência já estava encerrada é possível ver Silvia batendo na mesa e falando com o réu. Ela está longe do microfone e não é possível ouvir o que ela disse, mas imediatamente Perri dá a voz de prisão a Silvia.

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Juliana 25/06/2024

A máscara um dia cai.

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