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19 de Outubro de 2023, 09h:35 - A | A

PODERES / APÓS REPERCUSSÃO

Corregedoria vai apurar conduta de juiz que deu voz de prisão a mãe de jovem assassinado

Magistrado disse para mãe que teve filho assassinado que ela deveria ter "inteligência emocional".

Assessoria

Informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



O juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, será alvo de uma sindicância da Corregedoria-Geral da Justiça, por dar voz de prisão, durante audiência de instrução, à mãe de um jovem que foi assassinado em 2016. Na ocasião, a mulher teria respondido ao réu que ele "escapou da Justiça dos homens", mas não escaparia da "Justiça de Deus".

Conforme a Corregedoria-Geral da Justiça, o procedimento para apurar a conduta do magistrado deve durar o prazo de 140 dias e tramitará em sigilo. O pedido para apuração, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, partiu do próprio magistrado, que determinou o envio da degravação e das imagens da audiência à Corregedoria-Geral da Justiça do TJMT e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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O caso aconteceu no final de setembro, mas ganhou destaque essa semana, após divulgação do vídeo.

A mulher, identificada como Silvia, foi arrolada como testemunha e ficou frente a frente com o réu, Jean Richard Garcia Lemes, que responde em liberdade.

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Tudo começou quando Silvia foi questionada se estava constrangida em prestar depoimento diante do réu. A sua resposta foi “para mim ele não é ninguém”. Diante disso, o advogado do réu pediu “urbanidade”.

Nesse momento, o juiz intervém e pede que a mãe da vítima “mantenha a serenidade e a inteligência emocional”. A mãe respondeu que era inteligente e decidiu que não queria mais depor na audiência de instrução.

Quando a audiência já estava encerrada é possível ver Silvia batendo na mesa e falando com o réu. Ela está longe do microfone e não é possível ouvir o que ela disse, mas imediatamente o juiz afirma “A senhora está presa”.

“No entender do Ministério Público, caberia ao magistrado acolhê-la, recebê-la, ouvir o que ela tinha para falar. E por isso o Ministério Público interveio”, explicou a promotora Marcele Faria.

“Ela tem direito de ser ouvida, de ser acolhida, de participar do ato processual. Ela se deslocou da casa dela para ficar de frente com o assassino do filho dela, ela precisa ser ouvida”, tentou argumentar, sem sucesso.

 

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Flávio Sobreira Aquino 20/10/2023

A matéria diz que a mãe \"decidiu não depor mais\". O que não é verdade. Ela afiram que não tem probelma em continuar e a advogada dela pede para o juiz o direito dela se manifestar como mãe enlutada. O juiz perde a cabeça e disse que a advogada não aprava de falar se altera grita: \"Acabou a sessão!\" e sai de cena. A mãe se levanta revoltada e bate na mesa se dirigindo ao acusado. O juiz volta e vendo confusão que havia se instaurado dá voz de prisão a mãe.

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