RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), determinou a abertura de inquérito policial contra o secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho, por suposta fraude no número de protocolo da denúncia do esquema de escutas ilegais no âmbito das Polícias Militar e Civil.
A investigação ocorre três meses após o Governo do Estado apresentar documentos afirmando que a denúncia encaminhada pelo ex-secretário de Segurança do Estado, promotor Mauro Zaque, sobre os 'grampos' ilegais, em 2015, tinha o mesmo número de protocolo (542635/2015) que um ofício enviado pelo Poder Legislativo do município de Juara e, por esse motivo, nunca chegou às mãos do governador Pedro Taques (PSDB).
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Na decisão, Perri designou a delegada da Polícia Civil, Ana Cristina Feldner, para comandar as investigações contra o secretário.
Em julho, uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) já havia identificado a fraude. Segundo o Palácio Paiaguás, o servidor Rosinaldo Nunes de Almeida, lotado na Casa Civil, e responsável pelo setor do Postal, foi o responsável pela fraude nos dados do sistema de protocolo.
O resultado foi publicado no Diário Oficial com recomendação da CGE para a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o servidor. Além disso, também recomendou a realização de uma auditoria no sistema de protocolo para verificação de outras possíveis "vulnerabilidades".
Outro lado
Por meio de nota, o Governo do Estado lamentou "que procedimentos judiciais e do Ministério Público envolvendo apuração de condutas de secretários de Estado sejam ‘vazados’ para a imprensa antes da notificação formal das partes".
Além disso, afirmou que "sobre a eventual abertura de procedimento investigatório sobre a conduta do atual secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho Vieira, sobre o sistema de protocolo, o Governo e o secretário só irão se manifestar quando tomarem conhecimento formal do procedimento supostamente determinado pelo desembargador Orlando de Almeida Perri".
Veja íntegra da nota:
















Teka Almeida 30/08/2017
Para um governo que se dizia "ímpar em transparência e transformação", está se saindo melhor que a encomenda. Nunca na história de Mato Grosso tantos secretários em um só governo estiveram envolvidos em esquemas, investigações e prisões. E olha que governo ainda nem acabou...
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