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Presidente do TCE diz que alertou sobre a incapacidade de Silval Barbosa para entregar as obras da Copa
FLÁVIA BORGES
DA REDAÇÃO
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Antonio Joaquim, se despediu formalmente do órgão na sessão desta terça-feira com a promessa de que não vai “ficar rodeando” após sair para disputar as eleições no próximo ano.
“Neste momento anuncio formalmente que essa é minha última sessão aqui nessa Casa. Não terei mais o privilégio de vir aqui e prometo que não ficarei rodeando essa casa. Tem uns que saem e ficam aqui enchendo o saco”, brincou Antonio Joaquim.
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O conselheiro disse que algumas pessoas não entendem sua decisão de deixar o TCE, mesmo ainda tendo 14 anos de estabilidade na cadeira que ocupa, mas garante que está realizando seu sonho de voltar à vida pública.
“Alguns amigos até brincam que estou tomando Gardenal estragado, mas eu digo que, sem pretensão, estou motivado por um novo desafio, um novo ciclo, que eu posso, se tiver oportunidade, oferecer em outros campos em sentido ao bem comum. Não tenho dúvida de que gosto da vida pública. Sabia que minha vocação era a atividade pública. Se você não trabalha naquilo que você é vocacionado, dificilmente você vai dar certo”, diz Antonio Joaquim.
Delação de Silval Barbosa
Em sua última participação em sessões do TCE, Antonio Joaquim aproveitou para se defender, mais uma vez, das acusações feitas pelo ex-governador Silval Barbosa, que o acusou fazer parte de um esquema de lavagem de dinheiro na compra de uma fazenda em Nossa Senhora do Livramento, na região metropolitana de Cuiabá.
"Eu desafio Silval Barbosa ou qualquer um dos demais delatores a encontrar um fiapo de prova contra mim”, disse Antonio Joaquim.
Silval teria recebido propina de uma empresa que, para manter contratos com sua gestão, comprou uma propriedade rural, ao custo de R$ 10 milhões, de Antonio Joaquim para o ex-chefe do executivo estadual.
“Eu quero afirmar mais uma vez que nunca recebi e nem autorizei o recebimento de vantagens indevidas em meu nome. Por isso eu repudio as declarações do ex-governador, que disse que eu participei de algum recebimento. Eu desafio Silval ou qualquer um dos demais delatores a encontrar um fiapo de prova contra mim”, diz.
Ele disse ainda que durante o período em que esteve no TCE, julgou alguns governadores como Rogério Salles, Blairo Maggi, Silval Barbosa e Pedro Taques. “Nunca visitei nenhum deles no Palácio, não sou de ir em solenidades. Nunca sentei com qualquer um desses governadores para pedir sequer um emprego apara alguém”, salientou.
Obras da Copa
Antonio Joaquim destaca seu relatório produzido durante a execução das obras da Copa em Cuiabá e Várzea Grande e lamenta ter sido desacreditado pela população, pela mídia e pela classe política. “Vocês se lembram bem que nas obras da Copa fui relator e fiz vários relatórios dizendo que o Governo não tinha planejamento e que não entregaria as obras. Me chamaram de pessimista, que eu estava fazendo um desserviço. Fiz todos esses relatórios colocando a falta de capacidade do governo para concluir essas obras. Nem a Arena Pantanal está pronta ate hoje. Nenhuma obra está pronta. Os 22 Termos de Ajustamento de Conduta assinados não foram cumpridos”, diz.
"Eu recebi a visita do Wanderlei Fachetti Torres, proprietário da Trimec. Se Silval é sócio do Wanderlei, o que é que eu tenho a ver com isso. É muita injustiça comigo. É covardia. É má-fé”, afirma.
"Eu recebi a visita do Wanderlei Fachetti Torres, proprietário da Trimec. Vendi a fazenda para ele. Fizemos um contrato de compra e venda para o pagamento em três parcelas e assim foi feito. Depósitos da Trimec na minha conta. Se Silval é sócio do Wanderlei, o que é que eu tenho a ver com isso. É muita injustiça comigo. É covardia. É má-fé”, afirma.
Antonio Joaquim diz que o valor pago pelo proprietário da Trimec e declarado em seu Imposto de Renda foi de R$ 6,7 milhões e não de R$ 4 milhões, como afirma Silval Barbosa em sua delação. Segundo ele, a mentira do ex-governador pode ser a causa para a anulação de toda a delação feita à Procuradoria Geral da República (PGR). “Eu não sou da Polícia Federal, nem da Receita Federal. O sujeito comprou a fazenda e me pagou certinho. Foi declarado no meu Imposto de Renda. Vou pedir ao meu advogado para anular a delação de Silval porque ele fala em R$ 4 milhões e não foi isso. Foram R$ 6,7 milhões. E incontestável a mentira dele. Quando o delator mente, a delação é nula”, destacou.
“Tenho uma vida ilibada, honrada. Por isso eu ponho a cara para ser investigado. Eu peço que num prazo razoável o MP ou me denuncie ou me livre disso. Até março do ano que vem. O correto seria 60 dias”, concluiu Antonio Joaquim.















Joaquim Melo 29/08/2017
Porque você e toda corja do TCE aprovou as contas de Silval Barbosa!? em especial as obras da copa!?
1 comentários