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17 de Dezembro de 2022, 15h:43 - A | A

PODERES / VOTOU CONTRA

Janaina teme "faca no pescoço" e pede cautela sobre taxa da mineração

A proposta foi aprovada em primeira votação na sessão desta quinta-feira (15).

Ronaldo Mazza

Janaina defende uma taxa menor para setor da mineração em MT

Janaina defende uma taxa menor para setor da mineração em MT

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT



A deputada estadual reeleita Janaina Riva (MDB) foi contra a proposta do Governo de Mato Grosso, que prevê a taxação do setor na mineração em Mato Grosso. Para ela, o texto deveria ter sido alterado pelo Assembleia Legislativa para evitar "faca no pescoço do setor” e penalizá-lo.

O Projeto de Lei 955/2022 foi aprovado em primeira votação na sessão de quinta-feira (15), pela maioria dos parlamentares. Além de Janaina, o deputado Ulysses Moraes (PTB) também foi contra a aprovação da proposta.

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Na mensagem assinada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), fica estabelecida a criação da “taxa de controle, acompanhamento e fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos minerários - TFRM e o Cadastro Estadual de Controle e Fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos minerários - CERM, e dá outras providências".

No projeto ficou definido que o valor do tributo será o resultado da multiplicação do coeficiente indicado para cada minério, sobre o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado de Mato Grosso (UPFMT) vigente na data da extração do minério. A estimativa é que a arrecadação feita pelo Governo do Estado seja de R$ 158.878.090,28 em um ano.

Para a deputada, o valor da taxa que consta na proposta é disparado o maior do país. Ela defende que se chegue a um consenso para estabelecer um valor que seja viável para todos.

“Não pode haver um discurso de vingança contra o setor mineral. Se até hoje não se cobrou imposto, foi porque não havia uma política pública como agora o governador pretende criar para o controle da mineração. Isso não é responsabilidade de quem já está no setor. A proposta da Assembleia e da maioria dos deputados que está fazendo parte da comissão, é de que haja algo na média da contribuição o País. Toda vez que nós formos criar imposto em Mato Grosso nós temos que ir no teto?”, indagou.

“Cria-se o imposto e vamos trabalhar a regularização do setor. Tirar da informalidade aquele que destrói o meio ambiente. Aliás, acho que tem que incluir um percentual para fiscalizar, porque nós não defendemos quem está errado, agora, querer se vingar, impor e dizer que tem que taxar sem avaliar impactos, é discurso de ódio. Deixa o setor começar a contribuir e se estiver pouco, ano que vem ajusta, no ano seguinte ajusta novamente. O que não é certo é faltando um mês para virar o ano, querer meter a faca em todo mundo para começar em janeiro. Isso vai acabar com o setor mineral. Tem que começar como começou com a agricultura e depois nós vamos melhorando a proposta. Mas eu tenho a certeza que todos vão contribuir e pagar, ninguém está reclamando disso, só queremos que seja justo”, finalizou.

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